O Poder da Palavra de Deus

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão".
Mateus 10:34-42

"Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo". Malaquias 4:1

"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.
Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR.
Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas".
Lamentações 3:39, 40, 57

"E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,
E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. (...)
Cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor;
O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação".

Romanos 4:20-25



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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Minha Vida sem Deus


Outro dia me surpreendi me perguntando como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Em termos positivos, quis saber a respeito da função de Deus em minha vida (já sei, você vai dizer que reduzi deus a uma coisa e estabeleci com ele uma relação mecânica e funcional, mas deixa pra lá, você vai ver que não é isso, só estou usando a melhor palavra que achei).

O primeiro impulso foi na direção da questão ética: Deus é minha matriz de certo e errado, bem e mal. Há muita coisa que faço e deixo de fazer na vida por acreditar que Deus é um padrão a ser seguido ou obedecido, não necessariamente por causa de Deus em si, mas a bem de quem o obedece ou segue: algo como seguir as orientações de um manual de instruções – você pode fazer do seu jeito, mas a coisa não vai funcionar, e o resultado não é que o manual vai ficar triste ou bravo com você, mas que a coisa não vai funcionar mesmo.

Logo depois desta conclusão rápida, me pareceu óbvio que Deus não seria a única alternativa para que eu tivesse uma orientação ética: os ateus e agnósticos também têm sua ética. O passo seguinte foi imaginar que outra função Deus ocuparia em minha vida além da referência ética.

Provavelmente você afirmaria o óbvio: Deus é aquele que cuida de mim, me protege, provê para o meu bem e minha felicidade. Embora eu acredite nisso, na verdade, não me basta, pois a vida está cheia de acontecimentos que me induziriam a acreditar exatamente o contrário. Caso eu dissesse a um cético que Deus é como um pai, mas um pai todo-poderoso que cuida de mim, certamente eu seria bombardeado de perguntas.

Como disse Robert De Niro: “Se Deus existe, ele tem muito o que explicar”. Além disso, estar sob o cuidado de um superprotetor não é a razão porque acredito em Deus: de fato, abro mão de ser protegido – minha solidariedade com a raça humana não me permite esperar melhor sorte do que a das crianças abandonadas, dos enfermos crônicos, dos miseráveis e vitimados pelas atrocidades dos maus. Ou Deus protege todo mundo, ou a proteção não serve como fundamento para a crença nele.

A ideia de um ser lá em cima fazendo e acontecendo aqui em baixo, como um mestre enxadrista que faz dos seres humanos peças num tabuleiro cósmico nunca me agradou. Mas mesmo assim, acredito nisso: sou daqueles que acredita que Deus está no controle do universo e da história. O que quero dizer é que não acredito em deus como se as coisas que acontecem ou deixam de acontecer fossem resultado de decisões divinas, do tipo: vou dar este emprego pra ele? vou curar esta criança? vou dar este câncer de mama para ela? vou fazer com que eles se casem?, e assim por diante, como se Deus fosse uma máquina de decisões que não para nunca e afeta tudo quanto existe em tudo quanto é lugar em relação a todo mundo.

A maneira como percebo Deus é mais ou menos como percebo o sol: ele simplesmente está lá. Acredito em Deus mais ou menos assim: Deus está, ou se preferir, Deus é. Assim como o sol irradia seu calor sem cessar, também Deus afeta tudo em todo lugar em relação a todo mundo. O sol não precisa tomar decisões: ele simplesmente está lá. Assim também em relação a Deus.

É verdade que nem todas as pessoas e nem todos os lugares são afetados pelo sol, e também que as pessoas e lugares que são afetados pelo sol experimentam o sol de maneira diferente e com conseqüências as mais variadas. Mas não por causa do sol. O sol está sempre lá e é sempre do mesmo jeito. O que muda é a realidade sobre a qual o sol incide: se a pessoa está à sombra é afetada de um jeito, se está descoberta é afetada de outro; o fruto do topo da árvore é afetado de um jeito, escondido entre as folhas, de outra; a água do lago é afetada de um jeito, empoçada, de outro; uma planta em boa terra e irrigada é afetada de um jeito, em solo ruim e seca, de outro. O sol está sempre lá e do mesmo jeito, aqui embaixo é que as coisas são diferentes.

Assim também em relação a Deus. Ele é, e sempre do mesmo jeito, as condições que lhe são dadas é que mudam: uma criança sozinha na rua e outra num ambiente familiar de afeto e amor; um homem que aproveitou bem suas oportunidades de estudo e formação profissional e outro que não teve a mesma sorte; alguém com uma doença congênita e outra pessoa com propensão atlética; a periferia do Haiti e o condomínio na Califórnia. Deus é, e sempre o mesmo, fluindo de maneira plena e equânime sobre tudo e todos, em todo tempo e lugar. As realidades sob sua influência é que são distintas. Por esta razão as conseqüências de sua influência são diversas e jamais podem ser padronizadas.

Já imagino o que você está pensando. Você acha que acabei de tirar a dimensão pessoal de Deus, e passei a tratar Deus como uma força ou uma energia. Faz sentido, mas tenho uma saída. A diferença entre Deus e uma força ou energia é que as forças e energias não afetam dimensões pessoais. Por exemplo, não é possível prescrever 30 minutos de banho de sol para adquirir capacidade de perdoar, 20 minutos de banho de chuva para se livrar do vício de mentir, ou 45 minutos de banho de luz para se encher de compaixão. Essas coisas: amor, perdão, misericórdia, justiça, solidariedade, pureza de coração, alegria e saudades são atributos pessoais, relativos a seres conscientes, auto-conscientes, com capacidades afetivas-emocionais, intelectuais e racionais, e volitivas. Por esta razão, o sol é apenas uma metáfora – incompleta, como toda metáfora – para Deus.

Deus não é uma energia ou uma força impessoal, mas o Ser–em–Si, fundamento pessoal de toda a realidade existente. Como disse São Paulo, apóstolo: em Deus somos, nos movemos e existimos.

Dallas Willard me ajudou muito a compreender isso quando afirmou que a principal maneira como somos afetados por Deus é através de “pensamentos e sentimentos que são nossos, mas não tiveram origem em nós”. Esta é minha experiência de Deus. Continuo acreditando que Deus está no controle de tudo, é livre para tomar decisões e afetar a realidade conforme sua vontade, cuida de mim e de todo mundo, faz e acontece na história e nas minhas circunstâncias, dispões de pessoas para a vida e para a morte, e o que mais você quiser ou considerar necessário atribuir como capacidade e direito a alguém que seja chamado Deus, afinal, por definição, Deus é incondicionado e ilimitado. Mas todas estas coisas atribuídas a Deus me são imponderáveis e inacessíveis. O que me afeta de fato é que crendo em Deus e conscientemente me submetendo a Ele, experimento pensamentos e sentimentos que são meus, mas não têm origem em mim. Sou levado a um estado de ser ao qual jamais conseguiria chegar sozinho. Deus é meu interlocutor amoroso. Deus é meu companheiro de viagem.

O que acontece fora de mim, se Deus faz ou deixa de fazer, se foi ele quem fez ou deixou de fazer, não me diz respeito, minha razão não alcança, e, portanto, não é objeto de minha preocupação para caminhar pela vida. Mas o que acontece dentro de mim, isso sim, é tudo quanto eu tenho e me basta. Tudo quanto tenho para orientar a minha peregrinação existencial são sentimentos e pensamentos que são meus, muitos deles que não tiveram origem em mim. Isso é questão de fé. E essa é a minha fé: estou sob Deus, suplicante e humildemente dependente de seu amor para me tornar tudo quanto estou destinado a ser, independente do que me possa acontecer.

A mim me basta saber que em pastos verdejantes às margens de águas puras e cristalinas, ou no vale da sombra da morte, nada preciso temer, pois Deus está comigo, refrigerando-me a alma, guindo-me pelos caminhos da justiça por amor do seu nome. A mim me basta saber que se Deus é por mim, ninguém pode ser contra mim, pois nada pode me separar do amor de Cristo: nem tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada, pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Não sei como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Muito menos se Deus não acreditasse em mim. E nem quero saber.


by René Kivitz


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Evangélico que virou católico que virou espírita que virou budista...

A soberda dos religiosos que acham a sua religião melhor que a dos outros foi esinada por quem? Estou certíssimo que não foi por Jesus Cristo.

Como pode alguém vibrar quando um pastor diz: "Ei, você! Deixarás de ser católico e serás evangélico!". Onde tá escrito que ser evangélico é melhor do que ser católico?

Como é possível uma multidão glorificar (glorificar?) a Deus (a Deus?) quando um padre diz: "Você agora é católico e não mais evangélico". Onde tá escrito que ser católico é melhor do que ser evangélico?

Não sei o que o esse povo anda lendo... tudo que sei, é que não é a Bíblia!

Deveríamos vibrar e glorificar a Deus quando ouvíssemos tal testemunho:

"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:1-10)

Não citarei, enumerarei ou rotularei as religiões, seitas, irmandades, mutualismos... pois sabe o que importa? O apóstolo Paulo nos responde: "Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1:18)

É muito comum ouvirmos relatos de que é impossível vencer o pecado com suas investidas tentadoras. Vencer só com Jesus! Podemos suportar todas as aflições com bom ânimo (João 16:33). Ser um reconhecido filho de Deus nos garante vitória sobre as aflições do mundo (1Jo 4:4).

O fato de Jesus ser O Caminho, a Verdade e a Vida deveria ser suficiente para anular essas disputas religiosas. E mais relevante para tal é a evidência bíblica de que Jesus é o Único com o poder de nos religarmos a Deus. Se você faz questão de ser religioso, que sua religião seja Jesus. Não há palavra melhor do que esta:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.
Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;
Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui." (João 14)

Amém!

sábado, 31 de outubro de 2009

Orientações Práticas para Odiar o Pecado (20)

Orientação Prática XX

Espere pacientemente em Cristo até que ele tenha realizado a cura, que não acabará até que essa árdua vida chegue ao fim. Persevere na assistência do Seu Espírito e dos Seus meios; pois Ele virá no tempo certo e não tardará. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós com a chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3). Ainda que você diga: “Não há cura para nós” (Jeremias 14:19) “Eu curarei sua infidelidade, eu de mim de mesmo os amarei” (Oséias 14:4). “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas” (Malaquias 4:2) “e bem-aventurado todos os que nele esperam” (Isaías 30:18).

"Deste modo, eu dei algumas orientações que podem ser úteis para o ódio ao pecado, humilhação e libertação dele." Richard Baxter



Fonte: http://www.puritansermons.com/baxter/baxter16.htm
Via: Voltemos ao Evangelho
Orientação por Richard Baxter
Tradução da Orientação: Joelson Galvão Pinheiro


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12 Orientações para Odiar o Pecado

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio de Janeiro - Cidade Virtuosa


Lembro-me da primeira vez que fui ao Rio de Janeiro, nem faz tanto tempo assim - foi em 2001. Tinha meus 21 anos e fiquei maravilhado com essa cidade. Fiquei em Jacarepaguá (casa do tio do meu amigo Max). O motivo da viagem foi o Rock in Rio daquele ano, mas a cidade me cativou mais. Linda, linda e linda! Eu, nascido e criado em Brasília, mal sabia o que era uma montanha em plena metrópole. Em Brasília, aprendemos o que é montanha nas trilhas e cachoeiras que cercam aquele quadradinho no mapa do Brasil. Mas na cidade é tudo plano e reto. Por isso, minha primeira impressão foi essa: morros, montanhas e nuvens lambendo cada uma delas. O céu parece até que é mais perto da terra. O sol é mais quente, apesar da brisa que vem do mar.

Fomos ao Corcovado! Aí é que fiquei perplexo mesmo! Parecia coisa de cinema! Que dimensão era aquela?! Meu Deus! Eu cresci numa cidade feita pelas mãos dos homens; concreto, lago artificial; e estava diante de uma cidade totalmente feita pela mão de Deus. Imaginei: essa cidade não precisou de nenhuma obra humana para ser tão linda, pois não é nenhuma edificação humana que a torna única, mas a edificação de Deus. O Todo-Poderoso Criador estaria mais inspirado quando criou o Rio? Quem pode dizer que não?

Na(i)sceu ali a minha ligação com o Rio, creio eu. Não por menos que 4 anos mais tarde conheci minha esposa, carioquíssima! Sabe aquele jeitinho de falar? Ai ai ai... (em outro texto, contarei como nos conhecemos e toda a provisão de Deus para o nosso casamento).

Desde então, todo ano vamos ao Rio. E muito prazeroso visitar essa cidade.

Você pode perguntar: "Ôpa, mas é o Rio de Janeiro, meu brother! E a violência?"

Realmente é muito assustador você andar na mesma calçada onde ouve um assalto ou um assassinato no dia anterior. Mas existe também muitas crianças, idosos e famílias inteiras caminhando e contemplando a praia o dia inteiro.

Li num artigo que falava sobre as pessoas que são muito preciosas para Deus e acabam sendo destruídas pelo nosso adversário. Seria um paradoxo se não fosse tão simples de entender. Imaginei que isso poderia acontecer com certas cidades por esse por esse mundo afora, então separei uma parte desse artigo, mas para entender o contexto, sugiro a leitura total:

"Quero compartilhar o que o Espírito Santo me mostrou em resposta a este dilema. Seria culpa dos pais? Haveria uma semente do mal que simplesmente brotou neles de repente? Nem sempre. Quero lhe dar a gloriosa informação da parte de Jesus Cristo: esta criança era preciosa! Uma pessoa preciosa e amada à vista de Deus. E quer vocês saibam disto ou não, queridos pais, esta criança ainda é amada por Deus porque, uma vez tendo dito: “Eu vejo o potencial!”, Ele não desiste. Ele não desistirá enquanto este filho ou filha não se virar totalmente para Ele. Ele vai continuar vindo, vindo, e vindo. Eis porque é tão importante resistir, continuar orando. Eles ainda são preciosos aos olhos de Deus, não importa aonde estejam ou o que tenham feito. A adúltera, Satanás, veio para enganar o seu filho que é tão precioso à vista de Deus. Caso eles não fossem tão preciosos, por que Satanás iria atrás deles com uma fúria tão demoníaca?" by Pr. David Wilkerson. (Para ler a mensagem completa do autor e entender o contexto, clique no título: O Caçador).

"Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

"Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.
Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (
João 10:7-18)


domingo, 27 de setembro de 2009

O Evangelho da Verdadeira Liberdade


Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. - Paulo em 2 Co 3:17

A interpretação mais corriqueira deste pequeno versículo parece sempre estar ligada a liberdade litúrgica. É muito comum ouvirmos, principalmente em comunidades mais carismáticas, algo assim: "Irmãos, na presença do Senhor temos liberdade, podemos cantar em todos ritmos, dançar como Davi dançou, chorar copiosamente, cair na unção, orar em línguas o mais alto para que todos ouçam, ou se preferir, ficar em silêncio contemplativo". Então, no fim da breve ministração concluem citando o versículo supracitado. É muito bonito, mas este trecho de 2 Coríntios 3 não tem absolutamente, nada haver com liberdade que se expressa no culto.

Liberdade de culto?

Levarei em conta apenas duas considerações. Em primeiro, a contrário dos mais tradicionais, penso que a flexibilidade litúrgica traz dinâmica e vida ao culto. Não creio que o culto cristão, para ser mais solene, deva assemelhar-se a um funeral, ou deva zelar a todo custo por uma estrutura tradicionalista, rígida e imutável. Desde que haja ordem e decência como nos orienta Paulo em 1 Co 14:40, podemos torná-lo mais feliz, por assim dizer. Não podemos nos esquecer que nosso povo é expansivo, passional, alegre. Há que se compreender os aspectos culturais. O culto no Norte do país em uma Assembleia Pentecostal, será muito diferente do culto celebrado no Sul em um Igreja Luterana. Por isso, sempre haverá perigo na vã tentativa da sacralização ou demonização de aspectos culturais "a-morais" e singulares de cada região.

Erro crasso de interpretação

A segunda consideração que gostaria de registrar é de natureza hermenêutica. Como já disse na introdução, a liberdade que o Espírito promove não tem nada a ver com a vida cúltica. Afirmar isso, além de reduzir ao máximo o profundo significado do texto, também é um erro crasso de interpretação. Apenas quem não conhece o contexto imediato do capítulo 3 do segundo livro aos Coríntios pode dizer que a frase - onde o Espírito do Senhor está, aí há liberdade - significa liberdade para "fazer o que der vontade de fazer" no culto.

A verdadeira Liberdade

Então, de que somos libertos afinal? Que espécie de liberdade o Espírito do Senhor promove? Simples, leia todo o capítulo 2 Coríntios 3. Como alguém já disse: texto sem contexto, é pretexto.

A primeira coisa que deve ficar bem clara é que a liberdade do Espírito do Senhor, que Paulo discorre em toda perícope, não está de modo algum relacionada a expressões litúrgicas de culto. Pois a maravilhosa libertação ocorre em nós, no interior da gente, no modo como nos relacionamos com Deus em nossos corações, e não fora de nós. Pois é bem possível que haja pessoas que dançam, correm e pulam no culto, mas em seu interior são consumidas por um medo angustiante de serem riscadas do livro da vida, de serem consideradas indignas do Reino, de não serem amadas incondicionalmente por Deus. Sim, muitas vezes, estão pulando, dançando, gritando, pois querem convencer a Deus de que são dignas em si mesmas de obterem a salvação, de que são merecedoras de serem abençoadas. E neste caso, toda liberdade do culto, em todas suas expressões, deflagram apenas uma devoção patrocinada pela culpa.

Então, de acordo com Paulo, seguindo a sequência natural de texto, devemos afirmar que somos libertos da toda frustração e culpa que provém de nossas inúteis e arrogantes tentativas de afirmar nossa justiça diante de Deus mediante a obediência da Lei. Vejamos no Capítulo 3 da Segunda Carta do Ap. Paulo aos Coríntios:

Versículo 3 - Somos libertos pelo Espírito do Deus vivo, de um relacionamento primitivo que se fundamenta em tábuas de pedra como na Antiga Aliança, para nos relacionarmos intimamente com Deus, nas tábuas de carne do coração. Paulo está dizendo, na verdade, que não tinha nenhum código de leis, regras legalistas, preceitos mosaicos - tábuas de pedra - para apresentar ao povo de Corinto, como meio de relacionar-se com Deus. Ao contrário, eles iriam discernir a vontade de Deus, lendo e observando as tábuas de carne. Ou seja, o modo de viver de um cristão que aprendeu amar (1 Co 13).

Versículo 6 - Somos libertos para sermos ministros de uma Nova Aliança, não da letra do Antiga Aliança, mas do Espírito; porque a letra, os códigos, os preceitos, e as ordenanças da Lei, são as coisas que matam pela imposição da culpa, mas é o Espírito que vivifica. Posto que a Lei só serviu para mostrar o quanto somos pecadores e incapazes de cumpri-la. "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus." (Rm 3:19).

Versículos 7 e 8 - Somos libertos do ministério da morte que foi gravado com letras em pedras. E que apesar de toda gloria, que estampava-se na face de Moisés, era transitória e temporal; Ficou velha e caduca, pois Hebreus 8:13 fala: "Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar". Fomos chamados a liberdade da gloria do ministério do Espírito, que é infinitamente maior e eterna.

Versículo 9 - Fomos libertos do ministério da condenação, que foi glorioso, mas muito mais excederá em gloria o ministério da justiça. Sim, a lei - letra que mata - nos encerrou debaixo do pecado destituindo-nos da gloria, mas a justiça de Cristo, nos declarou para sempre justos diante de Rei. Portanto, não há mais condenação (Rm 8:1).

Versículo 11 - Fomos libertos do que era transitório e temporal. E apesar de todo o esforço dos evangélicos legalistas de reavivar uma Lei para se ufanarem de seus gloriosos feitos [...] Nós, os que acreditamos na justificação pela fé, não nos apoiamos em nossa obediência a Lei, que não passam de trapos de imundícia, pois é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Pois como disse Paulo em 2 Co 3:5 "Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus".

Versículo 13 - Fomos libertos da tendência de reproduzir a espiritualidade de Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Pois fomos chamados à sermos a semelhança do Filho de Deus, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8:29).

Versículo 14 - Fomos libertos do endurecimento dos sentidos; libertos do véu que nos obrigava a guardar a Lei, a qual foi por Cristo abolida. Sim, não somos mais obrigados a obedecer a Lei como meio de justificação, pois ninguém nunca será justificado pelas obras da lei (Gl 2:16).

Versículo 18 - Fomos libertos e todos nós, com rosto descoberto, refletimos como um espelho a glória do Senhor; somos transformados de gloria em gloria na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. A transformação é obra de Deus, não é algo que possamos fazer por nós mesmos.

Posto isso, devemos afirmar, de acordo com a consciência do Evangelho, que toda e qualquer tentativa humana de guardar a Lei, produzirá frustração e culpa. Sim, ora ficaremos frustrados por descobrir que é impossível cumprir os preceitos, e automaticamente seremos condenados a estado crônico de culpa e ansiedade.

Viver segundo o Evangelho da Verdadeira Liberdade

Viver segundo o Evangelho da Verdadeira Liberdade é poder descansar no fato, de que tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

Viver segundo o Evangelho da Verdadeira Liberdade é poder seguir rumo ao alvo, sem ter a necessidade de olhar para as coisas antigas, pois quem está em Cristo é uma nova criatura, tudo ficou para trás, e novas coisas se fizeram.

Viver segundo o Evangelho da Verdadeira Liberdade é não aniquilar a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu em vão. É poder cantar, dançar, pular; ou se preferir ficar em silêncio em profunda reverência, desde que o coração esteja apaziguado na maravilhosa graça de Deus.




by Daniel Grubba



Fonte: Soli Deo Gloria Via: Bereianos

sábado, 26 de setembro de 2009

Caminhos Inescrutáveis

A Bíblia está repleta de histórias que só passaram a fazer sentido quando chegaram ao fim; experiências vividas por servos de Deus que, num ponto de sua história, se configuraram como absurdas. Qual o sentido de Abraão, com um cutelo na mão, indo imolar seu filho, ou José sendo lançado num poço pelos seus irmãos, ou Israel sendo derrotado na batalha em que Deus prometera vitória, ou Cristo sendo colocado numa tumba? Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam que, em um universo dirigido por um ser pessoal, santo e sábio, a história tem princípio, meio e fim. Tudo é linear, nada é cíclico. Tudo caminha na direção do tempo ômega – o fim, que traz sentido às maiores tragédias e aos menores detalhes da vida. `

Por isso, a sabedoria cristã (aquela que tem como alicerce e fundamento Deus e o seu caráter) diz que jamais sejamos precipitados e cheguemos a conclusões falsas sobre os acontecimentos da vida, acerca dos quais nossos conhecimentos sobre causas e conseqüências são apenas parciais. Abrão não vai ter que lançar mão do cutelo para imolar seu filho, José não vai ficar para sempre naquele poço, Israel não será derrotado novamente pelo mesmo adversário e Cristo não será contido pela tumba, pois há um Deus que provê para si um substituto, que tira de todo e qualquer poço aqueles para os quais tem as mais excelsas promessas, perdoa os pecados que resultaram na derrota na batalha e pelo poder da sua palavra ressuscita mortos.

As maiores desgraças haverão de dar lugar às maiores graças hoje, amanhã ou na eternidade. Ao homem só cabe ouvir Deus dizendo:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. (Is 55:8-9)



by Antônio Carlos Costa
pastor da Igreja Presbiteriana da Barra


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Muito Dura esta Palavra


A Ira de Deus está Chegando. Você está preparado?

Fé salvadora é o arremesso desesperado de uma alma aflita nos braços de um Salvador Todo-Poderoso.

Você está fazendo o que Jesus - que falava ao Pai - te ordena?

"Buscai primeiro o Reino de Deus!"

Você está tomando cada passo necessário para parar de alimentar sua luxúria em nome de Deus?

Por quê? Por quê? Por quê? Por que...

...você se assentaria durante mais um culto e ficaria de pé ao lado de uma placa que lhe aponta para longe do inferno e da ira de Deus e que te aponta para o céu e a vida e o perdão, ou abraçaria a morte no seu peito?

Oh, a loucura!

Você é um vil, nojento, aflito, merecedor do inferno, desventurado, filho ou filha de Adão. Você não sabe nada sobre o arrependimento verdadeiro e nada, portanto, sobre a fé verdadeira e salvadora. Ou você apenas tem ocasionalmente um pequeno lamento no armário quando sua consciência se torna tão ativa, que você não pode viver com ela? E lamenta, chora e pede a Deus por uma pequena ajuda e depois volta direto com sua mão e os seus olhos firmementes intactos!

Oh, sim. De vez em quando você pega uma faca cega e evasiva e arranha sua mão e ocasionalmente arranha ao redor dos seus olhos, mas ainda não começou a DECEPAR E ARRANCAR!

É melhor você ouvir as palavras de Jesus:

"Nem todo o que me diz 'Senhor, Senhor' entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que estás nos céus" (Mt 7:21);

"Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis." (Rm 8:13).

A cruz não nos dá uma pequena mudança no que diz respeito a uns poucos valores éticos, morais e religiosos. A cruz radicalmente revoluciona o próprio centro e cidadela de sua vida, DO EGO PARA CRISTO. E se a cruz não fizer isso, VOCÊ NÃO É UM CRISTÃO!

Meu amigo, encare isso! Jovem monstro, você não é um Cristão...

...até que a cruz tenha radicalmente revolucionado o próprio centro e cidadela de sua vida. E te tirado de uma vida de compromisso a servir ao Ego. Seja o ego religioso, o ego moral, o ego orgulhoso, o ego cobiçoso, o ego licencioso, o ego que não perdoa, o ego preguiçoso... Não importa! Quais são os focos do reino do seu Ego?

Se você foi à cruz em união com Cristo, os seus Egos foram despedaçados!

Eu quero que você, naquele dia...

...quando você comparecer comigo, diante do juiz do mundo, possa ouvi-Lo dizer: "VENHA, BENDITO! VENHA, BENDITO."

Eu não quero olhar para você de pé lá, dizendo: "Senhor, Senhor! Senhor, Senhor! Te confessei na terra, Te confessei diante dos anciãos, Te confessei diante da Igreja! Te confessei na reunião de oração, Te confessei em testemunho! E Senhor, agora... Senhor, Senhor... Eu não fiz isso? Eu não fiz aquilo?"

Eu não quero ouvir Ele dizer: "Apartai-vos de mim; nunca vos conheci, vós que praticais a iniquidade." (Mt 7:23) "Você nunca foi feito um praticante da vontade de Deus! Você aprendeu o bastante e aprendeu a dizer apropriadamente o bastante para ser aceito por aquilo que você professava ser na terra. Mas agora o dia do julgamento chegou e a verdade será conhecida."

by Al Martin




Para assistir o vídeo, clique aqui.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sozinho em meus Problemas


Pai monárquico costuma ter filho revolucionário. Pai democrático costuma ter filho tirano.

Busquei criar uma frase que rendesse graça, consegui ser preconceituoso.

O preconceito é o fracasso do humor.

O banheiro do avião me convenceu de algumas bobagens paternas.

A mania de controlar o filho. Controlar é dominar. Dominar é ter poder. Ao pai, resta influenciar. Outras formas de autoridade envolvem submissão.

Dar exemplo é para quem não deu amor.

Meu filho já se mostrava irritado. Tinha antecedente. Entrei na fila preferencial de embarque e utilizei sua infância como desculpa. Afinal, é uma criança.

Ele esclareceu: - Não sou de colo, pai.

Olhei bem para ele, errei as contas, tinha a impressão que poderia carregá-lo.

No avião, meu menino sentou na janela. Trajeto São Paulo-Porto Alegre, eu engolia pedras de gelo para me livrar logo do copo de plástico; pensava nisso, na demora do serviço de recolhimento do lanche, pensamentos bobos, de repente Vicente diz que vai ao banheiro. Eu sigo em seu encalço. Não confio que ele é capaz de ir ao banheiro sozinho. Esqueço que está na 2ª série. Parto atrás, ele fecha a porta na minha cara. Aflito, retorno às incertezas. Observo o visor: ele botou a tranca do sanitário. Trancou-se, e agora? Um homezinho em cor vermelha. Vermelha de perigo. Se ele não souber abrir, se não achar o papel, se não assimilar o mecanismo de esguicho da água, se não localizar a descarga, se ele cair com o balanço da nave e bater a cabeça...

Nenhuma das hipóteses me assustava tanto quanto o provável fato dele acertar todos os movimentos.

Cuidei minuto a minuto de sua ausência. Uma licença infinita. Ainda chovia, uma revoada de relâmpagos e turbulências agressivas. Meu nariz era a própria asa inclinada. Velava seu banco com um livro. O carrinho de comida passou na hora em que entrou. Elaborei simpatias obsessivas. Agüento a dupla de aeromoças desocupar o corredor e corro para verificar se ele depende de algo.

Ele estava demorando. Não fui cauteloso. Não fui previdente. Deveria acatar os pressentimentos ruins e tomar uma atitude. As pálpebras estalavam como chicotes. A culpa e o castigo contaminam a paternidade. Xingamos a criança porque sofremos em demasia na nossa imaginação. Brigamos muitas vezes sem que ela decifre o que fez de errado. Ela não fez nada de errado, nós é que cogitamos tudo de errado que poderia acontecer com ela. E explodimos. Descarregamos um revólver vazio.

Entenda, não estava preocupado com ele, mas comigo, ele não dependia mais de mim.

Quando o carrinho libertou meu assento, levantei. Ao dar o primeiro passo, ele abriu a porta e veio me abraçar. Simulei que me levantei para que gentilmente voltasse ao seu lugar.

Vicente é mais resolvido do que eu - sofro de prisão de ventre e tenho vergonha de usar banheiro que não o de minha casa.



by Fabrício Carpinejar
arte: Miró

Conheça também Eu vi bichos, o blog do filho do Carpinejar. Vicente tem 7 anos.



Fonte: Blog do Fabrício Carpinejar Via: Pavablog

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Jesus era Peripatético

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).

Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional - botar todo mundo numa sala - não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.

Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:

- Jesus era peripatético...

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.

E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto - disse a Laura.

- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo - emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento - ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.

- Mas eu até vejo uma razão para isso...

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga!
.
- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.Mas nem percebeu a hostilidade.

Já entrou falando:

- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha (Mateus 5) foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?... Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".

E nós ali, encolhidos de vergonha.

Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.

Finalmente, aprendemos duas coisas:

A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.

A segunda é: que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.


by Max Gehringer na Revista Você S/A


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Não deixe a vergonha do pecado sexual destruir teu sonho de servir a Deus

Em 26 anos de pastorado, o mais perto que eu havia chegado de ser demitido da Igreja Batista Bethlehem foi em meados da década de 1980, depois de escrever um artigo intitulado Missões e masturbação para nosso boletim. Eu o escrevi ao voltar de uma conferência sobre missões presidida por George Verwer, presidente da Operação Mobilização. No evento ele disse como seu coração pesava pelo imenso número de jovens que sonhavam em obedecer completamente a Jesus, mas que acabavam se perdendo na inutilidade da prosperidade americana. A sensação constante de culpa e indignidade por causa de erros sexuais dava lugar, pouco a pouco, à falta de poder espiritual e ao beco sem saída da segurança e conforto da classe média.

Em outras palavras, o que George Verwer considerava trágico – e eu também considero – é que tantos jovens abandonem a causa da missão de Cristo porque ninguém lhes ensinou como lidar com a culpa que se segue ao pecado sexual. O problema vai além de não cair; a questão é como lidar com a queda para que ela não leve toda uma vida para o desperdício da mediocridade. A grande tragédia não são práticas como a masturbação ou a fornicação, e nem a pornografia. A tragédia é que Satanás usa a culpa decorrente desses pecados para extirpar todo sonho radical que a pessoa teve ou poderia vir a ter. Em vez disso, o diabo oferece uma vida feliz, certa e segura, com prazeres superficiais, até que a pessoa morra em sua cadeira de balanço, em um chalé à beira de um lago.

Hoje de manhã mesmo, Satanás pegou seu encontro das duas da manhã – seja na televisão ou na cama – e lhe disse: “Viu? Você é um derrotado. O melhor é nem adorar a Deus. Você jamais conseguirá fazer um compromisso sério para entregar sua vida a Jesus Cristo! É melhor arrumar um bom emprego, comprar uma televisão de tela plana bem grande e assistir o máximo de filmes pornográficos que agüentar”. Portanto, é preciso tirar essa arma da mão dele. Sim, claro que quero que você tenha a coragem maravilhosa de parar de percorrer os canais de televisão. Porém, mais cedo ou mais tarde, seja nesse pecado ou em outro, você vai cair. Quero ajudá-lo a lidar com a culpa e o fracasso, para que Satanás não os use para produzir mais uma vida desperdiçada.

Cristo realizou uma obra na história, antes de existirmos, que conquistou e garantiu nosso resgate e a transformação de todos que confiarem nele. A característica distintiva e crucial da salvação cristã é que seu autor, Jesus, a realizou por completo fora de nós, sem nossa ajuda. Quando colocamos nele a fé, nada acrescentamos à suficiência do que fez ao cobrir nossos pecados e alcançar a justiça que é considerada nossa. Os versículos bíblicos que apontam isso com mais clareza estão na epístola de Paulo aos Colossenses 2.13-14: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou o escrito de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”.

É preciso pensar bem nisso para entender plenamente a mais gloriosa de todas as verdades: Deus pegou o registro de todos os seus pecados – todos os erros de natureza sexual – que deixavam você exposto à ira. Em vez de esfregar o registro em seu rosto e usá-lo como prova para mandar você para o inferno, Deus o colocou na mão de Seu filho e pregou na Cruz. E quem são aqueles cujos pecados foram punidos na cruz? Todos que desistem de tentar salvar a si mesmos e confiam apenas em Cristo. E quem assumiu essa punição? Jesus. Essa substituição foi a chave para a nossa salvação.

Alguma vez você já parou para pensar no que significa Colossenses 2.15? Logo depois de afirmar que Deus pregou na cruz o registro de nossa dívida, Paulo escreve que o Senhor, “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz”. Ele se refere ao diabo e seus exércitos de demônios. Mas como são desarmados? Como são derrotados? Eles possuem muitas armas, mas perdem a única que pode nos condenar – a arma do pecado não perdoado. Deus pregou nossas culpas na cruz. Logo, houve punição por elas – então, seus efeitos acabaram! O problema é que muitos percebem tão pouco da beleza de Cristo na salvação que o Evangelho lhes parece apenas uma licença para pecar. Se tudo que você enxerga na cruz de Jesus é um salvo-conduto para continuar pecando, então você não possui a fé que salva. Precisa se prostrar e implorar a Deus para abrir seus olhos para ver a atraente glória de Jesus Cristo.

Culpa corajosa – A fé que salva recebe Jesus como Salvador e Senhor e faz dele o maior tesouro da vida. Essa fé lutará contra qualquer coisa que se coloque entre o indivíduo salvo e Cristo. Sua marca característica não é a perfeição, nem a ausência de pecados. Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado. A justificação se relaciona estreitamente com a obra de Deus pregando nossos pecados na cruz. Justificação é o ato pelo qual o Senhor nos declara não apenas perdoados por causa da obra de Cristo, mas também justos mediante ela. Cristo levou nosso castigo e realiza nossa retidão. Quando o recebemos como Salvador e Senhor, todo o castigo que ele sofreu, e toda sua retidão, são computados como nossos. E essa justificação vence o pecado.

Possuímos uma arma poderosa para combater o diabo quando sabemos que o castigo por nossas transgressões foi integralmente cumprido em Cristo. Devemos nos apegar com força a essa verdade, usando-a quando o inimigo nos acusar pelas nossas faltas. O texto de Miquéias 7.8-9 apresenta o que devemos lhe dizer quando ele zombar de nossa aparente derrota: “Não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei (...) Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito”. É uma espécie de “culpa corajosa” – o crente admite que errou e que Deus está tratando seriamente com ele. Mas, mesmo em disciplina, não se afasta da bendita verdade de que tem o Senhor ao seu lado!

Há vitória na manhã seguinte ao fracasso! Precisamos aprender a responder ao diabo ou a qualquer um que nos diga que o Senhor não poderá nos usar porque pecamos. “Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei”, frisou o profeta. “Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz.” Sim, podemos estar nas trevas da iniqüidade; podemos sentir culpa, porque somos, realmente, culpados pelo nosso pecado. Mas isso não é toda a verdade sobre o nosso Deus. O mesmo Deus que faz nossa escuridão é a luz que nos apóia em meio às trevas. O Senhor não nos abandonará; antes, defenderá a nossa causa.

Quando aprendermos a lidar com a culpa oriunda de nossos erros com esse tipo de ousadia em quebrantamento, fundamentados na justificação pela fé e na expiação substitutiva que Cristo promoveu por nós, seremos não apenas mais resistentes ao diabo como cometeremos menos falhas contra o Senhor. E, acima de tudo, Satanás não será capaz de destruir nosso sonho de viver uma vida em obediência radical a Jesus e de serviço à sua obra.


by Jonh piper





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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Estreito

Não nasci para cultivar minhas tentações na acomodação da vida diária.
Mas sim, nasci para, e desejo o estreito de falar da salvação e do amor de Jesus Cristo onde não é permitido.
E por não me encontrar capaz para tal, que tenho a firme convicção da obra do meu redentor em minha vida.
Tempestivo é o modo dEle, que me fará conhecer o tempo e o modo.
Do que me adianta meu sonho de estabalidade? Há aventura maior do estar nas mãos de Deus? A cada dia Ele me ensina que se eu quiser achar a minha vida, vou perdê-la. Então prefiro perdê-la em favor dEle e nada mais...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?"

"A galeria dos heróis da fé de Hebreus 11 surpreende o estudante da Bíblia pela coragem e perseverança que tiveram diante das dificuldades. Mas um olhar mais acurado em cada um deles mostra que nenhum personagem bíblico, de todos os que foram escolhidos por Deus, viveu sem cometer erros. Noé, o grande intercessor, vacilou ao embriagar-se diante de uma taça de vinho e amaldiçoar seu filho. Abraão, o amigo de Deus, diante dos reis temeu e mentiu. Davi, homem segundo o coração de Deus, no auge do reinado adulterou e foi homicida. Salomão, que recebeu de Deus tanta sabedoria e conhecimento, cedeu ante aos prazeres da carne.

Nossas fraquezas tendem a levar-nos ao desânimo. A única maneira de sermos vitoriosos é aprender a depender de Deus em tudo o que fazemos, pois a humildade seguida de quebrantamento é a coisa que Deus mais valoriza nos seus servos. Quantos de nós lutamos todos os dias entre a unção e a fraqueza? O poder do Espírito e o pecado? Sentimos que estamos cheios do Espírito Santo, que temos poder; admiramo-nos que os demônios se agitam com nossa presença. Curamos os enfermos e profetizamos, fazemos obras gloriosas e, no entanto, cedemos diante do pecado. Uma verdadeira guerra se trava dentro de nós. Unção e fraqueza estão lado a lado dentro de nós, numa luta sem tréguas.

O grande amigo de Deus no Novo Testamento é exemplo do que falo. Tão bem descrito pelo romancista judeu-polonês Solen Asch, em O Apóstolo, e pela romancista inglesa Taylor Caldwel, em Amigo de Deus, Paulo chegou ao limite de suas forças quando a unção e a fraqueza travaram duro embate interno. Carne e espírito degladiaram até que um desesperado grito de dor saiu de sua pena: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7:24). Eis aí o grito de todos nós.

Um místico, citado por Juan G. Arintero, em La Evolución Mística (Vol. 91 p. 418), disse: "Às vezes Deus deixa nos melhores santos algumas fraquezas, e por mais que queiram não conseguem desvencilhar-se delas, nem se corrigir, para que sintam sua própria fraqueza, e vejam o que seriam sem a graça de Deus. Só as fraquezas impedem que nos vangloriemos dos favores que de Deus recebemos".

Nós, pastores, líderes de louvor e dirigentes de cultos, que vivemos em evidência, pois nos colocamos entre o povo e Deus - responsáveis por levar o povo à sua presença -, às vezes fracassamos, cometemos erros e tememos pelo pior. No entanto, sabemos que a unção continuará, que haveremos de vencer, apesar das nossas fraquezas, pela misericórdia de Deus. Pois o que recebemos de Deus é depositado em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não nossa.

Depender sempre de Deus, eis a qualidade exigida de todo líder de louvor, de todo obreiro, que ao mesmo tempo em que está diante de Deus e diante do povo, vê-se confrontado por seu próprio pecado.

Essa é a realidade de todos nós. Uma luta sem tréguas entre poder e fraqueza, carne e espírito, fé e razão. Por isso nossa única solução é confiar sempre na graça do Pai!

Isaías já era profeta, mas quando teve um encontro com Deus a glória do Pai expôs seu pecado. E ele gritou: "Ai de mim! Estou perdido!". A brasa viva tirada do altar purificou-o de seus pecados e sua iniqüidade foi perdoada!

Deus será misericordioso conosco. Basta dependermos dele sempre! A eficácia do sangue de Jesus deve estar sempre presente diante de nós. Ousadia para entrar no santo dos santos, pelo sangue de Cristo.
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by João A. de Souza Filho

Via: Blog do Caio Azevedo

domingo, 31 de maio de 2009

Breve Jesus Voltará! Você Querendo ou Não!

"Lembro-me de que, na minha juventude pós-adolescente, encontrei-me, em um ônibus, com um amigo que afastara-se da igreja. Convidei-o para ir ao culto, e ele me respondeu: “Estou muito ocupado, estudando, trabalhando e também me divertindo bastante”. Então, eu lhe disse: “Mas, o Senhor Jesus em breve voltará”. Ao que ele me respondeu, para minha surpresa: “Olha, Jesus já demorou quase dois mil anos para voltar. Talvez Ele demore ainda outros dois mil”, dando uma gargalhada.

É impressionante como a Palavra de Deus tem se cumprido em nossos dias! O apóstolo Pedro asseverou que haveria escarnecedores nos últimos dias (2 Pe 3:3-4), e muitos estão pensando que esses zombeteiros são apenas as pessoas mundanas. Infelizmente, temos visto até “pastores” e “pregadores” de renome desdenhando do Arrebatamento da Igreja ou levando os crentes a priorizarem a vida neste mundo.

Nesses últimos dias predomina entre os evangélicos o pragmatismo, o imediatismo, o materialismo e o egotismo (que é mais que egoísmo). A mentalidade do eu-quero-ser-abençoado-agora-e-isso-é-mais-importante-para-mim é prevalecente nos grandes eventos."


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Em meu último aniversário escrevi que "Há 30 Anos Espero a Volta de Jesus Cristo" e há poucos dias atrás escrevi "Vislumbre o Verdadeiro Reino de Deus", onde discorri o seguinte: "É possível que tenham "irmãos" que só de ouvir falar que Jesus está voltando, arrepiam-se: "Mas logo agora que comprei aquele carrão novo"; "Acabei de me mudar para a casa dos meus sonhos". "Jesus, não volta agora não. Tá muito bom aqui". Você acha isso possível? Se não, assista a um programa de tv desses figurões "gospel" que passam diariamente... Se perguntarem o que Maranata, nem saberão dizer..."

Triste, mas verdadeiro! Que situação terrível.

Jonh Piper escreveu: "(...) o sonho de uma vida feliz, protegida, segura, estável, de classe média, recheada de prazeres superficiais para que algum dia eles morram em suas confortáveis poltronas inúteis (...)". O que é pregado hoje? O que trás felicidade? Seguir a Jesus ou os desejos desse mundo? Mas será pecado desejar estabilidade? Ou será que o pecado está em só buscar essa tal estabilidade?

Já ouvi inúmeras estórias de quem atingiu os seus objetivos de estabilidade financeira; ficaram ricos e estão em cargos de chefia; são presidentes de grandes empresas e etc. E sabem qual é o sentimento dessas pessoas? De frustação, pois não têm mais objetivos, já que "todos" foram alcançados. Quantas dessas pessoas tinham um sonho de pregar o evangelho às pessoas que nunca ouviram falar do sacrifício de Jesus para salvá-las da morte eterna? Esse sonho fora trocado pela tal "estabilidade".

Creio que se o nosso objetivo for povoar o Reino de Deus, nunca existirá frustação! Cada alma voltada para Jesus é uma vitória inestimável! Pensem nos povos e nações que nunca tiveram acesso a Palavra de Deus; que buscam pelo verdadeiro Deus, pelo verdadeiro Caminho; que anseiam por saber em quem lançar seus fardos e serem aliviados. (Mt 11:28)

Quero participar dessa Glória aqui na terra. Ver povos, línguas e nações ouvirem o Evangelho de Cristo. Não pensem que é impossível, pois quem convencerá essas almas será o próprio Espírito Santo. (Mc 13:11)

O Apóstolo Paulo se viu num conflito entre ir logo para a Glória (Reino de Deus) ou permanecer por mais um tempo aqui para pregar o evangelho... ele sabia muito bem o significado de ver uma pessoa se converter a Cristo Jesus. Era uma alegria muito forte! (Fp 1:20-26)

Que nossa alegria seja primeira, constante e preferencialmente em anunciar o Evangelho e que a demais coisas - entre elas, a tal da "estabilidade", sejam acrescentadas. (Mt 6:33)

O meu sentimento ainda é o mesmo quando eu escrevi "Eu ainda verei um hindu se converter a Cristo Jesus!". Tenho esperança que isso ainda acontecerá para Honra e Glória do Nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quem te Acusa?

"Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares"
. (
Salmo 51:1-4)

Termos a Bíblia como nosso referencial de vida nos livra de acusações terríveis. Vou dizer o que aprendi com o texto acima escrito pelo rei Davi.

Observe o estado de arrependimento em que ele se encontra. As acusações de sua própria consciência e do adversário ecoam mente adentro. Imagino o sentimento de culpa; de querer voltar no tempo; de se achar um nada; de querer desaperecer por uns tempos... E antes disso ele enumera algumas qualidades do Senhor Deus. O que torna mais árduo o reconhecimento da falha latente, do delito fatídico.

Creio que toda essa acusação cai por terra quando ele ora: "Contra ti, contra ti somente pequei". A partir daí o inimigo perde terreno nesta consciência amargurada. É como se Davi já soubesse o que o apóstolo Paulo escreveria na carta aos Romanos: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito," (Rm 8:1); e na carta para os Colossenses: "E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz." (Cl 2:13-14).

É como se Davi estivesse no lugar daquela mulher que seria apedrejada por ser apanhada em adultério. Jesus "disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais" (Jo 8:10-11).

Não podemos deixar com que o inimigo aproveite a nossa fraqueza após algum pecado cometido. O que ele deseja é roubar a possibilidade de sermos perdoados pelo Senhor. Toda a artimanha se baseia no princípio de não acreditarmos na possibilidade do perdão de Deus. Então aprenda que o pecado foi cometido contra os preceitos de Deus. Foi Deus quem os criou, então somente a Deus devemos satisfação.

Davi sabia disso, por isso ele se prosta diante do Senhor e diz aquelas palavras de arrependimento. E ele enfatiza muito bem a quem estava se dirigindo, pois não dera ouvidos às acusações do inimigo. Tratou-se logo de prestar satisfação a Deus.

Jesus quer que sejamos livres do pecado (Rm 6:18), por isso ele diz: "Vai-te e não peques mais" (Jo 5:14; Jo 8:11).

Não encontro limite ou cota das quais Jesus usa para perdoar, exceto quando diz: "Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens." (Mt 12:31). Então se o inimigo o acusa de cometer sempre o mesmo pecado, não deixe de pedir perdão a quem você comete esse pecado. Jesus conhece o seu coração, mas você precisa confessar a ele, precisa dizer que não quer mais cometê-lo.

Não é um mero acaso Paulo dizer na carta aos Romanos:

"Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado."
(
Rm 7:13-23)

Fato é que vivo na Esperança da Glória, Jesus Cristo. Então quem poderá me condenar?

  • "Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus." (Rm 8:21);

  • "Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória." (Cl 1:27);

  • "Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim." (Hb 3:6);

  • "E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus." (1 Pe 1:21).

domingo, 17 de maio de 2009

Tenho raiva dos mercadores da fé

Sou um homem de fé. Acredito no impossível, pois sou casa de um Senhor que realiza até o impossível. Tenho fé não só no vejo, mas por convicção num Senhor que me resgatou da iminente morte eterna. Confio em uma Palavra onde diz que a fé é crer em algo que não preciso ver ou sentir. Por isso não me sirvo de amuletos ou rituais consagrados.

Diante disso, compreendo porque Jesus expulsou aqueles que vendiam ou compravam no templo (Lc 19:45-46). Tenho a mesma vontade!

Tenho raiva dos que vendem a fé aos necessitados de Jesus. É preciso compreender que não necessitamos de soluções financeiras ou de saúde. Necessitamos de Jesus. A solução virá se Jesus quiser.

Tenho raiva dos que anunciam a Igreja como um mercado de soluções das vontades carnais. Jesus ensina aos mercadores da fé que a Igreja é casa de oração.

Como já disse, sou um homem de fé. Mas custei a acreditar quando vi na tv um desses vendedores da fé oferecendo uma tal sessão da revelação. "Funciona" assim: existe um baú onde será colocado um fio de cabelo da pessoa que queira saber quais são os problemas em sua vida. Então esse baú será lacrado e após a "oração" será "revelado" o que aflige o dono do fio de cabelo. Imagina a quantidade de fio de cabela dentro do baú... será que é uma nova forma de arrecadar dinheiro vendendo perucas?

Já vi (e não acrediditei no que vi) outro vendedor da fé dizendo que a pessoa deverá fazer um nó em uma camisa preta (da pessoa sofredora) e levá-la para (onde? não posso chamar de Igreja, então chamarei de igreja, com "i" minúsculo) igreja. E como num passe de mágica o nó será desatado e pronto! Seus problemas se acabaram! Será que é mais uma arrecadação para posterior venda de camisas pretas?

Vi também um cidadão (não posso chamá-lo de pastor, bispo, apóstolo ou semi-deus) carregando no ombro um galão de 20 litros de água monte acima. O rosto sofrido do gordinho subindo o monte é engraçado, mas não tem graça nenhuma quando ele diz que essa água será orada (ou seria benzida?) e quem bebê-la será abençoado. E claro, quem der o dízimo em dobro será duplamente abençoado!

Já vi tantas coisas absurdas desses mercadores: "cimento da casa própria", "tocar no trono branco", "raspadinha de Jesus", "lâmpada da santificação", "corredor de sal", "rosa e maçã do amor"...

Fico triste e com raiva quando vejo isso em horário nobre na tv. Imagina o preço que é pago por esses horários televisivos para apresentar esse tipo de coisa. Vender a fé como subterfúrgio de mandar em Deus. Deus é Senhor e não servo de nossas vontades.

A tristeza passa e a raiva vai embora quando vejo que a Esperança da Glória bate no meu peito! Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Sim Ele breve virá, pois essas coisas são sinais do fim dos tempos. Alegrem-se, pois esses mercadores, falsos mestres, falsos profetas fazem parte dos sinais da volta do nosso Redentor! E quem perseverá, verá e subirá com Ele para um lugar onde não mais existirá a cobiça pelo dinheiro.
E para completar: (E agora, mercadores da fé?)
"Deus não é um solucionador de problemas. É um solucionador de pessoas. Deus não prometeu fazer nossa vida melhor. Prometeu nos fazer homens e mulheres melhores: semelhantes ao seu Filho. Quem espera uma vida melhor como resultado da intervenção do Deus onipotente, onipresente e onisciente, acaba se frustrando e sucumbindo em culpa e incredulidade. Quem espera ser uma pessoa melhor e andar em comunhão com Deus, numa relação de amor e liberdade, respondendo suas interpelações e desfrutando sua presença e doce companhia é capaz de enfrentar a vida, qualquer que seja ela".
Ed René Kivitz em: