O Poder da Palavra de Deus

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão".
Mateus 10:34-42

"Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo". Malaquias 4:1

"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.
Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR.
Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas".
Lamentações 3:39, 40, 57

"E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,
E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. (...)
Cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor;
O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação".

Romanos 4:20-25



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domingo, 10 de abril de 2011

Fraqueza de Deus


Boa parte do ateísmo contemporâneo baseia-se na objeção enunciada com muita força no passado por J. P. Sartre e retomada pelos seus discípulos: “Se Deus existe, eu não sou nada”.


Se existe um Deus onipotente, o que ainda sobra para mim? Essa presença ao meu lado do poder absoluto torna irrisórias todas as minhas ações. Diante do infinito, todo o finito torna-se irrelevante. Há muitas maneiras de enunciar o argumento.


A objeção foi formulada desde a Idade Média, mas não conseguiu convencer. A resposta diz que Deus e o homem não se situam no mesmo plano, como duas liberdades em competição.


A resposta não convenceu porque durante séculos os teólogos debateram a questão da predestinação, isto é, da compatibilidade entre a liberdade de Deus todo-poderoso e a liberdade humana. Assim fazendo, situaram no mesmo plano as duas liberdades. Se os teólogos – tomistas, dominicanos e jesuítas – tomaram essa posição durantes séculos, não é estranho que filósofos façam a mesma coisa.


De qualquer maneira, a pessoa sente tantas vezes o conflito entre a sua vontade, o seu desejo e o que diz que é a vontade de Deus, que a reação parece inevitável. Os sartreanos sustentam que, para ser livre, é necessário negar a existência de Deus. Infelizmente para eles, Deus não depende das negações ou das afirmações de Sartre.


A verdadeira resposta está na fraqueza de Deus. O nosso Deus é um Deus “escondido” – tema constante da tradição espiritual cristã.


É um Deus que se manifesta no meio da nuvem, que se faz perceptível, mas não impõe a sua presença.


A liberdade consiste justamente nisto: diante do outro, a pessoa pára, reconhece e aceita que exista. Abre espaço, acolhe. Longe de dominar, escuta e permite que o outro fale primeiro. Assim Deus suspende o poder de Deus.


Nenhuma evidência, nenhuma ameaça, nenhum constrangimento força nem obriga. Deus permite e deixa fazer. Deus respeita o outro na sua alteridade e permite, até mesmo, que o outro se destrua sem intervir. A liberdade de Deus consiste em permitir e ajudar a liberdade do menor dos seres humanos. A liberdade de Deus reprime o poder. Torna-se fraca para que possa manifestar-se a força humana.


O hino de Filipenses 2.6-11, núcleo da cristologia paulina, expressa essa fraqueza de Deus. Pois o aniquilamento de Jesus incluía o aniquilamento do Pai: “Esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de escravo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se a foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fp 2.7-8).


Deus escondeu o seu poder até a ponto de as autoridades de Israel não o reconhecerem. É desta maneira que Deus se dirige às pessoas: sem intimidação, sem poder, na dependência de seres humanos, entregando a própria vida nas mãos de criminosos. Quem dirá que dessa maneira Deus faz violência às pessoas?


Como comentou Levinas, o outro é o desafio da liberdade, a provocação que a desperta. Diante do outro há duas atitudes: examiná-lo para ver em que lê me poderia ser útil ou qual é a ameaça que representa para mim, ou então, perguntar-me o que eu poderia fazer para ajudá-lo.


A liberdade de Deus autolimita-se. Diante da sua criatura, Deus limita sua presença. Deus preferiu antes deixar que crucificassem o seu Filho a intervir para impedir tal justiça. Trata-se de fraqueza voluntária.

É verdade que durante muitos séculos, sobretudo na pregação popular, os pregadores apresentaram uma concepção bem diferente de Deus. Usaram temas e comportamentos da religião popular tradicional: medo diante do trovão, medo da seca e de cataclismos naturais – entendidos como castigos divinos –, medo das doenças recebidas também como castigos e assim por diante.


Era fácil despertar o temor a partir de idéias puramente pagãs ou supersticiosas. Essa pregação de terrorismo religioso podia dar resultados imediatos, levando milhares de pessoas aos sacramentos. A longo prazo, porém, destruíram as bases da credibilidade da Igreja. Hoje a maioria das pessoas deixaram de ter medo do trovão, não sendo mais motivo para temer a Deus, como foi no passado. Naquele tempo achou-se válido o método do temor, todavia hoje recolhe-se os frutos dessa pastoral.


Pensou-se que os povos precisassem temer um Deus forte – e desprezariam um Deus fraco. Tais erros se pagam cedo ou tarde. Estamos pagando hoje esse preço.


Deus torna-se fraco porque ama. Quem mais ama é sempre mais fraco. Não será essa a grande característica das mulheres? Quase sempre amam mais, e, por isso, sofrem mais. Porém, nessa fraqueza consentida não estará a maior liberdade?


Nessa fraqueza a pessoa vence todo o egoísmo, todo o desejo de prevalecer, toda a preguiça de aceitar maiores desafios. Exige mais de si própria, vai mais longe, além das suas forças. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (João 15.13). Aí está também a expressão suprema da liberdade.


A fraqueza de Deus vai até a ponto de se tornar suplicante. O versículo predileto do saudoso teólogo latino-americano Juan Luís Segundo diz; “Eis que estou batendo na porta: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo (Apocalipse 3.20).


Deus bate na porta e aguarda. Se não é atendido, afasta-se e continua o caminho. Somente entra se é convidado. Depende do convite da pessoa. Deus torna-se pedinte, suplicante.



*extraído de “Vocação para Liberdade“, publicado pela Editora Paulus.


by José Comblin

grifos: Ricardo Gondim via Pavablog

quinta-feira, 24 de março de 2011

Jesus Abomina a Mediocridade


Há um sentido no qual mediocridade é aquilo que é pertinente à média. Nesse caso, trata-se da existência que se deixa governar pela média, e que teme qualquer expressão de seu próprio ser que não carregue a chancela da maioria.


Ora, neste sentido, pode-se dizer que Jesus ama os medíocres, pois Ele amou ao mundo, e, sem dúvida, a Terra é a habitação da mediocridade travestida de bons costumes, de moral, de etiqueta e da covardia que se deixa domesticar pela vontade da maioria, não importando as amputações existenciais que o individuo tenha que sofrer, desde que se conforme às massas. Todavia, mesmo amando a todo homem, e fazendo-o de modo igual, Jesus, o homem, detestava a mediocridade.


Quando Jesus anunciou que iria para Jerusalém, e disse que lá morreria, Pedro lhe disse: “De modo nenhum Senhor”. A resposta de Jesus foi forte: “Arreda Satanás”. E o que isto tem a ver com o fato de Jesus detestar a mediocridade? “Tu é para mim pedra de tropeço” - acrescentou Jesus a Pedro.

Mediocridade é a boa intenção que tenta impedir a plenitude da vida e da missão no existir. Era isto que Pedro estava fazendo. E isso era também parte do repúdio de Jesus. Pedro queria um Cristo medíocre. Um Jesus sobrevivente!

É a mediocridade, por mais cheia de boas intenções que seja, que diz “de modo nenhum” a tudo aquilo que possa parecer risco de vida, ou melhor: chance de morte; ou mesmo de uma existência diferente.


A mediocridade é o que nos incita a crer que apenas os seres “abomináveis” da terra é que podem ser associados à Satanás. A mediocridade é o que determina qual é o público do diabo, e quais as ofensas que mais ofendem a Deus. Isto porque é o medíocre que enxerga no diferente o ser abominável, e nos demais, iguais a ele mesmo em conduta exterior, aqueles que jamais seriam objeto de um veemente “Arreda Satanás, pois tu me és motivo de tropeço”.

Mas para Jesus a mediocridade é uma ofensa terrível, é a pior forma de possessão demoníaca que pode assolar um homem, visto que o possuiu em-si-mesmo, e não como uma invasão alienígena.


Satanás habita a mediocridade dos que pensam que podem dizer “De modo nenhum” até para Jesus. O problema é que a Religião tem essa pretensão! E é assim que age quase o tempo todo!


Ora, houve outra ocasião, tempos depois, quando Pedro, outra vez disse: “De modo nenhum, Senhor”. Isto aconteceu antes dele ser informado por um anjo do Senhor que deveria sair de Jope e ir até a Cesárea marítima a fim de anunciar o Evangelho na casa do pagão Cornélio (Atos 10). Descia do céu um lençol com toda sorte de animais abomináveis, e Pedro recebia a ordem de que deveria comê-los. Era uma visão. Mas o apóstolo dizia: “De modo algum, Senhor, visto que em minha boca nunca entrou nada comum ou imundo”. A Palavra de Jesus a Pedro naquela visão foi a de sempre: “Não consideres comum ou imundo aquilo a que Deus santificou”.


O medíocre não se afasta do cardápio da média; e nem consegue enxergar santidade naquilo que não parece com ele mesmo, nem com sua cultura, nem com seu meio social ou religioso. Em minha opinião, na maioria das vezes essa foi a diferença entre Paulo e os “outros”. Paulo não sofria de mediocridade, daí o Evangelho que pregava ter sido tão superior em consciência e qualidade.


Assim, se alguém tem devoção às instituições de valor determinadas pela religião, sem dúvida tal pessoa só será salva da mediocridade se Deus a forçar a comer aquilo que ela abomina. Somente o genuíno Evangelho da Graça pode nos salvar da mediocridade, posto que somente na transcendência ao que é terreno e pertencente ao mundo das falsas aparências, é que o coração será liberto do satanás que se faz adversário de toda diferença. Onde quer que haja “uniformidade” e onde quer que haja senso de sobrevivência que se ponha acima do chamado para a individualidade, aí, tenha certeza, há o espírito de Satanás.

E isto pode vir disfarçado do que for, mas se disser: “De modo algum Senhor”—, então, é a vontade do diabo que se está praticando, pois Satanás é o pai de todas as formas de clonagem.


Assim, eu repito:

Mediocridade é a intenção que tenta impedir a plenitude da vida e da missão no existir. E isto gera repúdio em Jesus…

Ora, Ele não aceitou isto para Ele mesmo, como poderia consentir com isto para os outros, aos quais Ele veio salvar, por mais diferentes que pareçam da média?

Pense nisto!


by Caio Fábio


Fonte: site do Caio Fábio via Pavablog

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Betel x Jaboque - O que Importa para um Verdadeiro Cristão?

Tudo o que alguns veem é o que podem tirar disso. Para eles, a expiação significa meramente saúde, riqueza, prosperidade, e libertação da maldição da pobreza. Estão cegos ao verdadeiro significado da vitória de Cristo na cruz; cegos ao Seu poder sobre o pecado! Cegos à liberdade para se sacrificar, sofrer, e servir voluntariamente para o avanço do Seu reino sobre a terra! Suportar as dificuldades, e sofrer a perda de tudo, se necessário, para ganhar uma coroa incorruptível.

Jaboque! - O Lugar da Submissão Absoluta
by David Wilkerson

Jaboque! Isso pode ter significado nada para você até agora - mas após ler esta mensagem, deverá se tornar uma das mais importantes palavras de seu vocabulário espiritual.

Jaboque é o lugar onde Jacó lutou com o Senhor. É onde ele fez sua rendição total a Deus. É onde recebeu um novo caráter, e um novo nome: Israel. É onde deitou abaixo seu último ídolo, e teve sua maior vitória.

"Levantou-se naquela mesma noite... e transpôs o vau de Jaboque" (Gênesis 32:22).

Jaboque quer dizer: "lugar da travessia". Também representa luta; esvaziar e transbordar. Que tremenda verdade é revelada nesse local chamado Jaboque. Tem tudo a ver conosco nos dias de hoje. É o lugar onde o povo de Deus descobre o segredo do poder contra todo pecado que assedia. Representa uma crise de vida ou morte - uma crise que leva à rendição absoluta.

Não pode haver vitória gloriosa sobre o ego e o pecado enquanto você não for a Jaboque. Chega uma hora em que precisamos "resolver as coisas com Deus". Temos de enfrentar a nós mesmos, e nos esvaziar de todos maus desejos e ambição própria.

No passado, os crentes aprenderam que há duas travessias na vida do cristão: o mar Vermelho e o rio Jordão. A travessia do mar Vermelho representa sair do mundo. Fala de um novo começo. Simboliza "ser salvo". Muitos do povo de Deus saem do Egito, mas nunca entram na Terra Prometida. Ficam presos no deserto da incredulidade, do medo, da confusão. Deixam o mundo, mas nunca entram na alegria do Senhor.

Uma outra travessia é exigida - o Jordão! O Jordão representa um compromisso de se manter com o Senhor. Batismo nas águas! Leitura da Bíblia! Testemunho! Desejo de crescer em Cristo! É um passar para uma vida de louvor. Para muitos, a Terra Prometida representa a plenitude do Espírito Santo. Um batismo no, e com, o Espírito Santo.

Não é só isso? Uma Terra Prometida? Uma Canaã espiritual para os filhos de Deus? Salvos, batizados, e cheios do Espírito Santo?

Os filhos de Israel entraram na Terra Prometida. Receberam sua herança. Mas nunca entraram efetivamente no repouso que Deus desejava que entrassem! Esses filhos de Deus, tementes a Ele, dirigidos pelo Espírito, ainda tinham pecado no coração! Tinham corações presos à luxúria secreta e à idolatria.

É trágico que o mesmo seja real ainda hoje. Multidões de crentes cheios do Espírito, e dirigidos pelo Espírito - nunca conheceram o verdadeiro repouso de Deus! Sua paz é perturbada por uma consciência com problemas. Deus disse, em relação a Israel "que não puderam entrar por causa da incredulidade... Portanto, resta um repouso para o povo de Deus" (Hebreus 3:19 e 4:9).

É possível ser salvo, cheio do Espírito, totalmente dedicado à obra do Senhor, e ainda estar preso a um pecado secreto! É possível expulsar demônios no nome de Cristo, curar os enfermos, realizar milagres, discernir, produzir grandes obras, tudo em nome de Jesus Cristo - e ainda ser um obreiro da iniquidade amarrado ao pecado.

Só Deus sabe quantos cristãos carregam o peso do pecado secreto, ou da lascívia devastadora. Multidões jamais experimentaram vitória e livramento total de pecados que os assediam. Muitos jovens cristãos dedicados enfrentam uma batalha perdida contra o pecado habitual. Lutam contra o desejo por drogas, por álcool, sexo. Eles amam ternamente o Senhor - mas há "aquela coisa em suas vidas". Odeiam isso, mas continuam. Não querem abandonar Cristo, ou voltar para o mundo. Mas ainda há um ídolo que eles não parecem conseguir entregar.

E, sim, os homens e mulheres de Deus - incluindo ministros do Evangelho - que brigam contra um pecado que os acossa! Eles têm fome de Deus. Nem por um instante pensam em se voltar às coisas desprezíveis do mundo. Anseiam pela plenitude de Cristo. Choram por santidade! São verdadeiramente filhos do Deus Altíssimo.

Mas aquela coisa continua. Aquele tal problema. Esse pequeno ídolo! Ele os faz sofrer e os leva às lágrimas. Eles se dilaceram em culpa e condenação. Sentem-se frágeis, sem valor, confusos. Jejuam, oram, prometem - mas de repente são vencidos, e são levados como ovelhas para o matadouro.

Durante anos tenho lutado com a teologia da vitória total contra o pecado! Não quero dizer "perfeição sem pecado". Quero dizer libertação do cativeiro a todo pecado que esteja afligindo constantemente! Pouca gente estudou mais do que eu quanto à doutrina da santificação. Tenho estudado e lido sobre santificação há anos.

Trabalhei com alguns dos maiores escravos do pecado da face da terra. Então, precisava de respostas. Eu precisava de uma mensagem clara e simples sobre como conseguir e manter vitória contra os pecados das drogas, do álcool, da violência, do fumo, do jogo, do sexo ilícito, e vários outros tipos de vícios. Enquanto o Espírito não me mostrou Jaboque, a minha compreensão era incompleta.

E os cristãos, incluindo ministros que mantém casos secretos de amor? E os esposos e esposas que deixam o casamento, na esperança de achar alguém que lhes agradará mais? Muitas vezes eles mentem referindo uma situação horrível no lar - como desculpa para os casos secretos de amor. Com frequência ficam desesperadamente envolvidos com outros.

A luxúria sexual - adultério, fornicação - está varrendo a igreja nesses dias como peste negra. Não há vitória contra essa lascívia descontrolada? Será que um verdadeiro filho de Deus precisa atravessar a vida sempre escravo do pecado que o assalta? Será que não há um lugar de vitória total? Não quero dizer ficar livre da tentação, mas livre de ceder à luxúria.

Há uma terceira travessia - Jaboque!

Jaboque era um tributário do rio Jordão. Era um lugar abandonado. O nosso Jaboque tem de ser enfrentado a sós. Você pode atravessar o mar Vermelho com uma valorosa multidão de remidos que deixa o Egito. Você pode atravessar o Jordão com o vitorioso exército do Senhor em torno. Mas atravessará o Jaboque só! Sem conselheiros, amigos, ajudadores. É uma luta pessoal - só entre você e o Senhor.

"Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia" (Gênesis 32:24).

Jaboque é onde o Jacó em nós dá o último suspiro. É onde Deus trata conosco não apenas em relação ao pecado, mas em relação ao nosso próprio caráter.

Jacó era um homem com problemas, desesperado. Digamos que Deus o tenha colocado contra a parede. Ele estava voltando após muitos anos, por sua herança. Esaú, o irmão de quem havia usurpado a primogenitura, estava indo em sua direção com um exército de 400 homens.

Jacó havia amadurecido de várias maneiras. Ele agora era um pai amoroso. Era obediente ao Senhor, e seguia a ordem de Deus para voltar ao lar. Ele amava a verdade. Era um homem humilde, de oração. Ouça sua prece:

"Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo..." (Gênesis 32:10).

Mas esse servo de Deus - humilde, obediente, de oração, temente ao Senhor, amante da fidelidade - continuava em processo de conciliação! Isso quer dizer: "ceder ao perigo para evitar problema". Paz a qualquer preço inclui concessão!

Em vez de confiar em Deus na crise, ele aparou as arestas. Tentou inventar um jeito de enfrentar o problema. Dividiu o gado em diferentes rebanhos, enviando-o à frente para abrandar o coração do irmão. Bombardeou Esaú com ondas sucessivas de presentes de cabras, camelos, touros, ovelhas, mulas e carneiros.

"Porque dizia: Eu o aplacarei..." (Gênesis 32:20).

Apaziguamento! É nisso que multidões de cristãos entraram! Cedem ao perigo, porque temem não ter saída! Ouve-se isso por todo lado atualmente: "Não dá para evitar! Eu não quero fazer. Odeio o pecado. Mas apesar do meu superesforço, cedo e caio!".

Então vez após outra, nós apaziguamos! Pecamos e confessamos, choramos e confessamos, tentamos descobrir uma saída. Sim, as arestas, os esquemas, as justificações, as desculpas, os planos - tudo em vão. Parecemos fracos contra necessidades e desejos devastadores.

Obediente! De oração! Buscando a fidelidade! Humilde! Amoroso! Bondoso! Temente a Deus! Mas continua aquele pontinho negro! Permanece uma resistência secreta no fundo do coração. Continua o apaziguamento, a maquinação - continua um ídolo em pé - ainda não totalmente entregue. Ainda não sob o senhorio total de Cristo.

Quero Lhe Mostrar o que Precisa Acontecer em Jaboque!

1. Em Jaboque - a Religião dá Lugar à Espiritualidade!

Uma pessoa pode ser muito religiosa, e não ser nem um pouco espiritual. Jacó havia tido uma experiência muito religiosa em Betel. À caminho de Padã-Arã à procura de uma esposa dentre seu próprio povo, ele teve uma tremenda experiência religiosa.

"E sonhou: eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela." (Gênesis 28:12).

Deus apareceu e fez um acordo com ele! Era uma promessa de bênçãos materiais:

"A terra em que agora estás deitado, eu te darei... na tua descendência serão abençoadas..." (Gênesis 28:13-14).

Jacó grita - "Impressionante - o Senhor está neste lugar." (Gênesis 28:16-17).

Jacó denomina este lugar de Betel, e prossegue em fazer um acordo com Deus. A parte da bênção lhe soa muito bem!

"Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus... e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo" (Gênesis 28:20-22).

Esse acordo soa familiar? Me abençoe, Senhor! Me faça prosperar em todos os meus caminhos! Me dê muito alimento! Vista-me bem! Cuide bem de mim. Aí então O servirei! Aí então darei o dízimo! Dê a mim, para que eu possa Lhe devolver!

Pense nisso: Deus está presente - os céus, abertos! Anjos aparecem! Deus fala! Que experiência religiosa sobrenatural! E tudo que Jacó vê aí é um acordo para terra, alimento, roupas, prosperidade, e sucesso em tudo! Foi uma experiência estritamente religiosa.

Betel é a religião popular de nossos dias. Como Jacó, nossos espíritos de cobiça interpretam as promessas de Deus de modo materialista. Chegamos ao ponto de profanar a preciosa expiação do Senhor Jesus Cristo! Gritando palavras religiosas, falamos do poder do sangue derramado de Cristo. Mas o que estamos dizendo é uma trágica má interpretação daquilo que o Seu sacrifício na verdade consumou.

Tudo o que alguns veem é o que podem tirar disso. Para eles, a expiação significa meramente saúde, riqueza, prosperidade, e libertação da maldição da pobreza. Estão cegos ao verdadeiro significado da vitória de Cristo na cruz; cegos ao Seu poder sobre o pecado! Cegos à liberdade para se sacrificar, sofrer, e servir voluntariamente para o avanço do Seu reino sobre a terra! Suportar as dificuldades, e sofrer a perda de tudo, se necessário, para ganhar uma coroa incorruptível.

O que dizer das multidões que adoram em Betel? E dos pregadores e mestres que ficam presos em Betel - reclamando as promessas de Betel?

Digo que são pessoas religiosas. Algumas podem ser muito religiosas. Como Jacó podem ter experimentado grandes revelações, podem ter visto anjos, e talvez tenham ouvido Deus. Mas em Betel - a carne ainda está no comando. É um lugar de religião - mas não de real espiritualidade. É uma revelação parcial. Vale para todas as bênçãos, enquanto ignora a luta interior íntima! É estar na presença do Senhor, sem tratar da natureza de Jacó! Isso só ocorre em Jaboque.

2. Jaboque é Um Lugar de Submissão Completa!

É o local da vitória total contra todo pecado que assedia! Você não estará pronto para Jaboque enquanto não estiver em desespero! Você tem de chegar ao fim da linha. Seu peso de pecado precisa lhe levar à uma crise de vida ou morte.

Que crise Jacó enfrentou. De um lado, Esaú se aproximava. Do outro estava o próprio Deus, e uma hoste de testemunhas celestiais. Não dava para avançar. Era fim da linha definitivo! A menos que ocorresse um milagre, ele era um homem morto. Seus pecados o haviam alcançado. Por mais de vinte anos ele tinha sido capaz de blefar. Ele havia sobrevivido às custas de esperteza e dissimulação. Não dava mais para prosseguir - nem mais um dia - como no passado.

Jacó foi forçado a se expor diante da atemorizante presença do Senhor - e a se ver como era! Por toda a noite a luta se feriu. Dessa vez Jacó falou sério! Ele queria a liberdade. Ele queria olhar o Senhor e o mundo nos olhos, e saber que estava sendo honesto e santo. Ele queria que a repreensão sobre ele fosse removida. Ele queria livramento.

"Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó" (Gênesis 32:27).

Jacó sabia o quê significava o seu nome: "usurpador de calcanhar". Aquele que engana o irmão, a si próprio, e tenta esconder isso dos olhos flamejantes de Deus. O que o Senhor estava dizendo a Jacó era:

"Olhe para você mesmo - no que se tornou! Não invente desculpas dessa vez! Pelo menos uma vez na vida, enfrente a realidade! Enfrente a verdade - seja honesto ao extremo - ou não haverá vitória!"

E lá de dentro vêm - todo os temores escondidos, e as confissões:

"Deus! Sou falso! Sou tão religioso por fora, mas por dentro uma mentira! Sou um usurpador! Brinquei com fogo por muito tempo! Fiquei arrajando desculpas para meus atos, justificando meu pecado. Me perdoe, Deus..."

Não pode haver vitória alguma contra qualquer pecado que assedia, sem que haja o enfrentamento no ponto final em Jaboque! O temor da justiça e do juízo de Deus contra seu pecado precisa lhe agarrar com determinação. Você tem de enfrentar a realidade de que não é uma pessoa especial, imune à exposição pública e ao julgamento. Você tem de enfrentar o fato de que Deus, em Seu amor, tem de lhe dar um prazo final - uma última chance de obedecer inteiramente!

Não que a Sua graça seja retirada, ou que Seu amor e misericórdia tenham se limitado. Mas chega uma hora quando Deus não pode mais reter o salário do seu pecado! Há uma lei que afirma: "Cobiça concebida gera morte!" O seu pecado lhe descobre!

Você tem de enfrentar a realidade de que não pode continuar vivendo uma mentira. Não importa o quão abençoado você é, não importa o quanto é ungido, não importa que grandes coisas você realizou em Seu nome - Deus não permitirá licença em aberto para continuar pecando! Você tem de obedecer ou então ser exposto a todos - e começar a colher o que plantou.

Enfrente a verdade! Confesse em seus detalhes feios! "Ó Deus, sou adúltero, fornicador. Não sou melhor do que as meretrizes e os homossexuais que ficam se empurrando nas ruas! Sou o maior mentiroso da igreja! Estou enganando a minha família. Não sou o quê as pessoas pensam que eu sou. Eu sei que vou acabar sendo descoberto. Eu sei que terei de pagar o preço pelo que estou fazendo - então assuma isso, Senhor! Faça-o agora! Não quero ter de carregar esse peso nem mais um dia! Me liberte! Cansei de representar!"

Em Jaboque, Cristo nos liberta daquele pecado que nos assedia, transformando a intimidade do nosso caráter.

"Então, disse: Já não te chamarás Jacó e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste." (Gênesis 32:28).

Poder de prevalecer através de um novo caráter! Prevalecer quer dizer: "conquistar supremacia, vitória, superioridade". Jacó agora sabia que estava em seu poder o obedecer, porque o Senhor aceitou seu compromisso de submissão.

O nosso Senhor não está interessado simplesmente em nossa vitória sobre certos pecados. Ele quer nos transformar em novas pessoas, com corações puros e mãos limpas. Nós precisamos de uma transformação de caráter.

Só precisou uma única noite desesperadora de enfrentamento da verdade. Uma noite de combate contra a velha natureza! Jacó teve uma profunda mudança em seu corpo e em sua alma. Ele acertou as diferenças com o Senhor, e prevaleceu. O Senhor viu seu desespero, ouviu seu angustiante pedido - e o tocou! O Senhor propositalmente o enfraqueceu! Ele deslocou seu quadril!

Um dos maiores milagres que o Senhor pode operar a nosso favor, é aleijar nossos esforços humanos e nos tornar totalmente dependentes dEle. Você vai sair mancando de Jaboque, humilhado e aleijado - bradando: "Ó Senhor, fiz minha rendição total. Entreguei todos os meus pecados. O meu ídolo foi esmagado. Mas não vou conseguir vitória sem ajuda sobrenatural. O Senhor me trouxe a esse ponto de obediência absoluta - agora, sustente meu compromisso de modo sobrenatural. Faça-me querer e realizar a Sua perfeita vontade".

3. Jaboque é o Lugar dos Céus Abertos

Deus se revela unicamente àqueles que "ficam livres do dolo". Dolo é o erro, desonestidade, pecado escondido!

Ouça a gloriosa promessa que Jesus fez a Natanael, dentre os Seus: "Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! (...) Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores cousas do que estas verás. (...) Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem." (João 1:47-51).

Unicamente ele recebeu essa gloriosa promessa: Natanael, não há dolo ou desonestidade em você. Você é um livro aberto. Sem obras ocultas de pecado! Nada atrapalhando sua vida. A você será dado um céu aberto! Você verá coisas que poucos veem. Revelação plena é sua, pois não há dolo em você!

O nosso Senhor deseja desesperadamente abrir Seu coração para nós, e nos guiar à toda verdade. Mas nosso dolo impede. É por isso que Jaboque é tão necessário! É o lugar para se depositar todos os vestígios finais do dolo, do engano, da desonestidade! Assim os céus estarão abertos para nós! É verdade que os nossos pecados afastam Sua face de nós.

Jacó mudou o nome de Jaboque para "Peniel". Peniel significa "a face de Deus".

"Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva." (Gênesis 32:30).

Jacó agora é um homem espiritual. Nada de falar de bênçãos materiais - terras, comida, roupas, sucesso. Ele havia visto Deus, e tinha sido tocado. Agora deixou de ser gado; agora é Cristo.

Os céus ainda uma vez se abriram. A escadaria reapareceu, com anjos subindo e descendo. Mas agora ele compreendia o significado mais profundo desse céu aberto. Significa acesso ao Pai! Significa conhecê-Lo. Significa sentar-se nos lugares celestiais. Alegria indizível. O brilho de Sua presença. O som de Sua voz. Agora, todos os valores espirituais.

Jacó tinha desperdiçado mais de vinte anos. Ele poderia ter desfrutado anos de céus abertos. Ele poderia ter tido unidade com seu irmão e com Labão. Mas os céus tinham se fechado para ele - por causa do dolo. Sei que eu, também, desperdicei anos preciosos, tendo os céus ficado às vezes como uma barra de metal. Os meus ídolos íntimos - o meu dolo não submisso - trancavam o céu. Eu impedia a chegada da revelação da plenitude de Cristo. Eu tinha senão uma visão parcial.

Mas em Jaboque o Senhor ouviu o meu grito, e me libertou! Fiz um compromisso de segui-Lo em submissão absoluta. E então os céus se abriram para mim de novo! Ainda sou tentado - às vezes falho. Mas sei que a obediência outra vez abrirá os céus para mim.

"Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina..." (João 7:17).

Os céus estão abertos para você? O Senhor está se revelando a você em verdade e em santidade? Se não estiver, você poderá estar bloqueando isso por estar agarrado a um ídolo! Pecado secreto pode ser a causa da sequidão e da sua cegueira espiritual. E não pode haver nem amor e nem unidade na igreja, enquanto o povo de Deus não tiver vidas puras e obedientes.

Sim, somos amados! Mas também vamos ser julgados! O julgamento está se iniciando pela casa do Senhor! A igreja inteira de Jesus Cristo está sendo levada para Jaboque! Nenhum de nós escapará desta crise.

"Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?

Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo." (Hebreus 10: 26-31).

Antes de ir para o banco dos réus de Cristo - vá para Jaboque! Julgue a si mesmo em Jaboque, e você nunca será julgado! Ouça o que a palavra do Senhor diz sobre obediência:

"A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça." (Romanos 1:18).

"Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a cousa roubada." (Josué 7:12).

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus." (2 Coríntios 7:1).

"Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração." (Tiago 4:8).

"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar... Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma." (Tiago 1:19-21).



"Freeware" by Copyright © 2002 by World Challenge, Lindale, Texas, USA.


Fonte: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/tsjaboque.htm

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

João Batista era Elias?

Fui a duas palestras numa mesma noite hás umas semanas atrás. Era uma extensão do trabalho, era sobre liderança, eram dois palestrantes um tanto quanto famosos... parecia que ia ser chato e sem lições que me valessem algo. Ledo engano!

Vi princípios bíblicos serem esparramados - desde o Gênesis, passando pelos Evangelhos e finalizado em Jesus Cristo. Caramba!

As palestras foram mais Cristocêntricas do que é dito em muitas igrejas por aí - que estão um tanto quanto Antropocêntricas.

Meus olhos eram marejados constantemente diante de palavras que exaltavam o meu mestre Jesus. Parecia covardia! É claro que para falar de liderança, necessário seria falar em Jesus. Mas quando isso nos surpreende é melhor ainda! Fui pego de surpresa! Não fui para ouvir falar de Jesus ou da Bíblia. Fui para uma palestrazinha dessas quaisquer, oras!

Acredito que essa surpresa se assemelharia se eu entrasse em uma igreja dessas triunfalistas e ouvisse falar de Jesus, porque eu teria ido ouvir falar de dinheiro...

Para provar isso, segue uma das muitas palavras que ouvi acerca do Evangelho de Cristo:



"O Batista, perguntado se era Elias, respondeu que não era Elias: Non sum.

E Cristo, no capítulo onze de S. Mateus, disse que o Batista era Elias: Joannes Baptista ipse est Elias (Mateus 11:14). Pois, se Cristo diz que o Batista era Elias, como diz o mesmo Batista que não era Elias?

Nem o Batista podia se enganar, nem Cristo podia enganar-se: como se hão de concordar logo esses textos?
Muito facilmente. O Batista era Elias e não era Elias: não era Elias, porque as pessoas de Elias e do Batista eram diversas: era Elias, porque as ações de Elias e do Batista eram as mesmas.

A modéstia do Batista disse que não era Elias, pela diversidade das pessoas; a verdade de Cristo, afirmou que era Elias, pela uniformidade das ações. Era Elias, porque fazia ações de Elias.

Quem faz ações de Elias, é Elias, quem fizer ações de Batista, será Batista, e quem as fizer de Judas, será Judas. Cada um é as suas ações, e não é outra coisa"


by Pe. Antonio Vieira

Dica do Nailor


Nota do editor do Blog: Se existe reencarnação entre Elias e João Batista, essa se deve, tão somente, nas ações. O que reencarnou, foram as ações. Quem têm ouvidos, ouça!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu Não Evangelizo!

Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.

Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.

Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.

Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.

Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.

Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e consequentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.

Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.

Se evangelizar é sistematizar o Evangelho (leia-se G12)* , eu não evangelizo.

Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.

Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.

Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.




Fonte: Lion oF Zion Via: Caminhando na Graça
* grifo do editor deste blog.

domingo, 2 de maio de 2010

Minha (também) declaração de (não) Fé

Não creio na fé sem amor: não é fé, mas apenas discurso religioso adoecedor.


Não creio na teologia sem amor: não é teologia, mas apenas acúmulo de informação religiosa neurotizante.


Não creio na igreja sem amor: não é igreja, mas apenas ajuntamento de pessoas sob a pseudo aura do "sagrado".


Não creio no ministério sem amor: não é ministério, mas apenas serviço burocrático de indivíduos com mania de divindade exibicionista.


Não creio nas profetadas e suas bizarrices batizadas de "santidade": não são profecias, mas apenas o ridículo disfarçado de unção.


Não creio nas bênçãos dos profetas da prosperidade: não são bênçãos, porque só quem abençoa é Deus e Ele não compra minha fé.


Não creio nas maldições dos profetas da Al Qaeda divina: não são maldições, são apenas um revanchismo sagrado movido a vingancinhas medíocres.


NÃO CREIO EM QUALQUER UM... (grifo do editor deste blog)


Não creio em milagre todo dia: milagre não é rotina, se assim for já não é milagre.


Não creio em gente que cai no "espírito" mas não consegue andar no Espírito.


Não creio em línguas esquisitas quando a mesma língua ainda não foi transformada pelo Espírito da Palavra.


Não creio em "massagens de púlpito", mas em Mensagens do céu!


Não creio em encontros de casais erotizados e vulgares, (estão promovendo isso, é?! - pergunta do editor deste blog) produtos envergonhados de uma importação da mídia em sua sensualidade abusiva, prefiro encontros de casais que promovam o redescobrir do encanto...


Não creio numa série de outras coisas... mas como dizia Kierkegaard, "Com a ajuda do espinho em meu pé, salto muito mais alto".



by Alan Brizotti em seu Blog Via Bereianos




No título foi acrescentado "(também)" pelo editor deste blog.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Marketing Evangélico. Evangélico? Sério?! (Jesus era o fiasco do marketing.)

Vendo TV e notícias na internet, logo constato que os programas e eventos organizados pelas igrejas estão ficando cada vez mais exóticos e excêntricos. Os apelos evangelísticos lançados ao proselitismo nos templos e nas ruas pelos novos pouco menos de 20% de evangélicos que ganhamos nos últimos anos têm mudado a cara da igreja cristã e rompido com os velhos paradigmas.

Não consigo enxergar muita semelhança na mensagem e no modo de transmiti-la quando comparo as igrejas modernas com Jesus Cristo. O evangelismo acelera para a bancarrota total da apostasia, uma vez que tem buscado agradar e refletir mais os anseios egoístas dos homens do que a Deus e sua palavra.

Jesus era o fiasco do marketing. Ele era aquele que, a julgar pelas estratégias e métodos de propaganda e divulgação atuais, deveria ter sido o aluno esquisito, o irrritante, o do contra, o baderneiro do fundão da sala de aula – o irônico e politicamente incorreto. E o motivo é muito simples: enquanto as igrejas tentam propagar o evangelho tornando-o mais apetecível, cômodo, promissor e atraente para os seus “consumidores”, “usuários”, “espectadores” e “clientes”, Jesus fazia o contrário: ele praticamente “espantava” os aspirantes a seguidores valendo-se de desafios, dificuldades e exigências, fazendo com que muitos deles, especialmente os mais ambiciosos, tímidos, interesseiros e intransigentes desistissem antes mesmo de tentar segui-lo.

Ele era péssimo propagandista. Conseguiu arrebanhar, confundir e dispersar multidões, irritar autoridades, expor o verdadeiro caráter de seus contemporâneos, dividir uma religião e desprezar todas as demais (pondo-se como único camnho para Deus) e contrariar o mundo.

Ele estabeleceu uma nova ordem, apresentando-se como servo e como Deus: o Caminho, a Verdade e a Vida, o Salvador do Mundo: o que o distinguia de todos os outros que o antecederam. O Homem era uma dinamite implodindo o sistema. Conseguiu a proeza de, mesmo sendo muito carismático e acessível a todos, diminuir o número de seus seguidores de setenta e dois para doze, sendo que um deles, desde o princípio, era um joio do mal, e, mesmo assim, antiestrategicamente (em relação ao marketing), foi escolhido por ele, para tentar destrui-lo.

Jesus terminou sua vida terrena numa cruz, deixado por quase todos os que o seguiam, exceto alguns de seus discípulos, sofrendo vexame e sevícias, abandonado até mesmo por Deus – tudo por causa do nosso pecado.

Ele afirmava pregar um tal “evangelho”, o qual tornou-se obsoleto e desprezível para uma multidão controvertida que o afirma seguir hoje, a qual se denomina com a palavra que designava aquele ensinamento (“os da boa-notícia”), sem, entretanto, guardar identidade ideológica e prática com ela – antes contrariando-a, e perdendo, assim, o rumo e a essência da palavra do Senhor.

Ele não usava “jingles” nem “slogans” e apresentava os entraves à sua mensagem até mais enfaticamente do que as benesses prometidas; atraía pessoas de má-fama e censurava pessoas de boa fama; exigia mudança de vida e renúncia total, perfeição de caráter e de coração; exaltava os que passam por dificudades e lhes prometia a solução de seus problemas – mas não nesta vida, que lhes guaradava provações; garantia a todos que o seguissem que não seria fácil, que se conformassem com o pouco, que dependessem da fé em Deus, e, ainda assim, não permitia que se envergonhassem dele e que o negassem diante dos homens; falava de pecado, inferno, redenção, perdão, humildade e novidade de vida... E quem não quisesse deixar tudo para trás, incluindo a própria família, para ser seu discípulo, era julgado indigno: poderia dar meia-volta e ir embora. Jesus era categórico. Com ele não tinha nhe-nhe-nhém, oba-oba, moleza e nem mas.

Hoje algumas igrejas promovem lutas de boxe, de jiu-jitsu, espetáculos, campanhas de promessas de bênçãos monetárias, materialismo, curas instantâneas e sem comprovação, centralização das pessoas em torno de uma casta de líderes de moral e princípios questionáveis, a supremacia do ego, a desimportância do arrependimento, a soberania absoluta e onipotente da fé na fé, o senhorio divino meramente professo, o discipulado da inquestionabilidade pastoral, a abolição do pensamento, o entorpecimento espiritual, a carnalidade do aprender, a maldade intrínseca do prazer, e, quando convém, o hedonismo disfarçado de cristianismo, alianças políticas escusas em busca do poder temporal, um deus subserviente, um salvador mosca-morta e um espírito de baderna, loucura e confusão, um diabo com atrbutos divinos e uma mensagem que agrega indivíduos a empresas de família com fachada de igreja, destinadas a enriquecimento ilícito de seus donos, cobertura de crimes e extorção da fé alheia.

Toda esta cloaca humana, infelizmente, é chamada de “evangelho” hoje. E é divulgada como uma espécie de “commodities” de grife eclesiástica, utilizando-se do melhor (e do pior) que a ciência da propaganda pode fazer. Nada tão oposto ao que Jesus pretendeu.

Como eu dizia, Jesus implodia o sistema para fazer novas todas as coisas. Muitas “igrejas” apenas rebolam para se encaixar no obsoleto sistema mutante da moda humana, que, em breve, será conjugado no pretérito, para sempre, e relegado ao esquecimento eterno, porque já foi condenado e pregado na cruz pelo mais-que-perfeito Verbo Divino, o Autor da história.


by Avelar Jr.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Evangélico que virou católico que virou espírita que virou budista...

A soberda dos religiosos que acham a sua religião melhor que a dos outros foi esinada por quem? Estou certíssimo que não foi por Jesus Cristo.

Como pode alguém vibrar quando um pastor diz: "Ei, você! Deixarás de ser católico e serás evangélico!". Onde tá escrito que ser evangélico é melhor do que ser católico?

Como é possível uma multidão glorificar (glorificar?) a Deus (a Deus?) quando um padre diz: "Você agora é católico e não mais evangélico". Onde tá escrito que ser católico é melhor do que ser evangélico?

Não sei o que o esse povo anda lendo... tudo que sei, é que não é a Bíblia!

Deveríamos vibrar e glorificar a Deus quando ouvíssemos tal testemunho:

"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:1-10)

Não citarei, enumerarei ou rotularei as religiões, seitas, irmandades, mutualismos... pois sabe o que importa? O apóstolo Paulo nos responde: "Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1:18)

É muito comum ouvirmos relatos de que é impossível vencer o pecado com suas investidas tentadoras. Vencer só com Jesus! Podemos suportar todas as aflições com bom ânimo (João 16:33). Ser um reconhecido filho de Deus nos garante vitória sobre as aflições do mundo (1Jo 4:4).

O fato de Jesus ser O Caminho, a Verdade e a Vida deveria ser suficiente para anular essas disputas religiosas. E mais relevante para tal é a evidência bíblica de que Jesus é o Único com o poder de nos religarmos a Deus. Se você faz questão de ser religioso, que sua religião seja Jesus. Não há palavra melhor do que esta:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.
Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;
Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui." (João 14)

Amém!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu sei o sentido do Natal


Mais um ano, menos cabelos e mais um natal... e a mesma ladainha de sempre: presentes e o comércio bombando! Dessa vez, não vou dar uma de chato e falar que o natal é só comércio. Contudo, é muito bom que seja comércio, pois assim as pessoas têm emprego e alegria de comprar e presentear.

Mas chega de falácia e vamos ao que interessa que seja lembrado nessa data: o nascimento de Jesus! Vejam que lindo: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6).

É muito relevante para a história da humanidade esse nascimento. Até para os ateus, pois a maioria deles têm registrado em seu documento de identidade a seguinte informação: data de nascimento. Lá diz que ele nasceu, por exemplo, em 11 de janeiro do ano de 1984 depois de Cristo. Ou seja, ele confessa que nasceu depois de Cristo!

Mas seria relevante somente por esse fato? Claro que não!

Concordo que isso seja irrelevante para aqueles que não aceitam o fato da existência de Deus e que Jesus, o Cristo, não é o Deus encarnado na terra dos viventes. É muito duro reconhecer isso sem a fé e sem a transformação que isso poderá gerar em sua existência... é muito mais fácil raciocinar que viemos do macaco... sério!? Eu não! Preferiria ter vindo do cachorro, que é muito mais fiel!

É muito mais difícil compartilhar o raciocício de que Deus me criou e veio através de Jesus me resgatar e endireitar o meu caminho. Mas o que seria esse endireitamento? Ora, o próprio Criador me responde: "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:1-10).

E de bom grado, primeiramente nos amou: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". (João 3:16).

É muito árduo beber deste cálice: se colocar no lugar de alguém que tem o poder de fazer qualquer coisa e se sujeitar a isso: "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz".

Com esse propósito: "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2:6-11).

Debaixo dessa soberania universal que agradeço o privilégio de dizer: "Eu sei o sentido do Natal, pois na história tem o seu lugar. Cristo veio para nos salvar, o que Ele é pra mim?"

Então, Feliz Natal!


Publicado também em: 21/12/2008 01:30

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Prosperidade é Ganhar Almas

"O povo pobre do mundo, os excluídos das sociedades, não tem fome somente de pão, mas também da humanidade que lhe é negada. Fome do Deus que não exclui ninguém (Atos 10:35 e Romanos 2:11), e que está no meio dos seres humanos "para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10:10). Para que essa boa-nova possa dar frutos na nossa sociedade, devemos enfrentar outro problema fundamental, que é uma tarefa basicamente teológica: a crítica às teologias da retribuição e da prosperidade. teologias que, de certa forma, dizem que a pobreza e o sofrimento são castigos enviados por Deus aos pecadores e que a riqueza é justa e merecida porque é a benção divina distribuída por meio de mecanismo do mercado. Essas teologias usam o nome de Deus em vão (Êxodo 20:7), sacralizam as injustiças do mundo e anunciam um deus-ídolo que legitima a cultura da insensibilidade e coloca culpa nas vítimas dos mecanismos de exclusão da nossa sociedade".


by Jung Mo Sung
em Se Deus existe, por que há pobreza? p, 95.




CAMPOS BRANCOS

Pr. Antônio Cirilo

Capturado por teu amor
Embalado por teu perdão
Eu me sinto preso a ti
Por laços de amor

Profundo em meu coração
Sinto um fogo de amor por ti
Meu desejo nesta canção é te fazer sorrir

Correrei pelos teus campos brancos
Correrei para te encontrar
E em tua seara, Senhor, te abraçar

Eu compreendo o teu coração
O valor do teu sacrifício
Pelos teus campos brancos, Senhor, eu correrei contigo

by Antonio Cirilo
Santa Geração

sábado, 31 de outubro de 2009

Você quer deixar de ser crente?... Fazes bem!


Pois então, quando eu digo que sou cristão escuto um ruído seguido de espanto, surpresa e tanto de desprezo, quase asco: você é crente? Qual o motivo de tanta aversão? Provavelmente o mesmo motivo que hoje me faz ter aversão disso tudo.Não, eu não sou um ateu, não sou um desviado do caminho nem mesmo estou sofrendo de depressão porque meu “guia religioso” me “colocou” na disciplina... não mesmo, pelo contrário, não há sombra de dúvidas em meu ser em relação a quem eu sirvo, como escravo, não como empregado que espera pelo salário no fim do mês... nunca me senti tão centrado no caminho, mas também nunca me cuidei tanto para não cair... pois não tenho cajado ungido para me firmar nem lâmpada com óleo de Sião para me iluminar o caminho, sobrou-me só a Palavra da Deus, algo pouco usual hoje em dia, afinal, ela mostra o quão necessitado e inútil sou... e por fim, não estou em disciplina... pelo menos ainda não.

Por que então não sou mais crente?

Vejamos. O termo crente, conforme Houaiss, é um termo pejorativo usado no Brasil para, de forma simplória, distinguir católico e protestante... assim, você para se colocar do lado dos que não adoravam imagens dizia ser crente. No entanto, quando perceberam que dentro desse grupo “protestante” (que hoje protesta apenas contra o “mundo espiritual” que pode cerrar as “janelas dos céus” e dificultar a troca de seu carro com 1 ano e meio de uso), existiam diferentes formas de protestar... iniciou-se então uma busca por uma nomenclatura ainda mais específica. Você pode ser protestante/histórico e/ou tradicional ou carismático... mas carismático não pega bem para todo mundo, ainda soa católico demais, então você pode ser evangélico/crente pentecostal... mas aí veio a teologia da prosperidade, pregada como algo cristão apesar de seu teor altamente pagão, místico e demoníaco... mais perverso que o próprio satanismo (se isso é possível)... e criou-se o neo-pentecostalismo... seguido por uma lista sem fim de plaquinhas e jargões de emergentes, independentes, etc... não são cria, mas vieram depois.

Alguém pode dizer... isso é a multiforme graça de Deus... Será mesmo?

Quando a apóstolo Pedro escreve sobre a multiforme graça de Deus, ele diz que ela tem um único propósito, a saber: glorificar a Deus por intermédio de Cristo Jesus.

Responda, mas pense para responder... aqui pensar é um dom de Deus e não uma arma de satanás.

É isso que vemos quando olhamos essa quantidade de crentes sujando as ruas e gritando palavras de ordem (muitas sem nenhum sentido) numa marcha que mais serve para competir com a parada gay e com o desfile militar do 7 de Setembro? É isso que vemos com uma disputa midiática que custa milhões de reais por dia, dinheiro que poderia estar sendo realmente investido para salvar vidas, mas que é usado apenas para se fazer propaganda de feitos humanos? É isso que se prega nos púlpitos, hoje mais assemelhados a palcos do que altares, onde bênçãos são vendidas e não dadas?

Deixar de ser crente hoje não significa juntar-se com aqueles que adoram imagens... afinal, a diferença das imagens do catolicismo para as do protestantismo contemporâneo são apenas na forma e no custo... as evangélicas inflacionaram muito mais nos últimos semestres, está cada dia mais caro comprar uma réplica da arca e o custo da importação do óleo de Jerusalém quase triplicou... mas imagens de gesso da "padroeira-dos-navegantes-perdidos-em-alto-mar" custa o mesmo que em 2003. Deixar de ser crente hoje pode significar abster-se dessa idolatria a mamon, desse desleixo (e até repulsa) com as Sagradas Escrituras e por fim, o libertar-se dessas vergonhas que são muitos dos que se auto-proclamam ministros do evangelho, mas que servem apenas a seu próprio deus e envergonham a cruz de Cristo.



by Daniel Clós Cesar