O Poder da Palavra de Deus

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão".
Mateus 10:34-42

"Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo". Malaquias 4:1

"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.
Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR.
Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas".
Lamentações 3:39, 40, 57

"E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,
E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. (...)
Cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor;
O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação".

Romanos 4:20-25



quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quem faz a igreja crescer? Jesus Cristo ou a propaganda?


Desde criança que escuto aqueles carros de som em sua estridência: "Olha a melancia! Pague uma, leve duas; Quem vai levar o abacaxi docinho, docinho. Venha e leve para toda a sua família; Olhem o tapete e as almofadas, não percam essa oportunidade" ...etc. etc. e etc....

Hoje em dia eu escuto: "Venha ser tremendamente, ricamente, milagrosamente abençoado! Venha para a igreja dos "super-apóstolos" que irão estar orando por você. Traga toda a sua família e receba a sua bênção. Troque de carro, saia do aluguel, seja seu chefe!"

É mole!? Em nenhum momento eu ouvi o nome de Jesus... mas pra quê, né?! Isso não é chamativo. Pois quem ousou oferecer uma cruz onde nem todos os seus desejos são realizados? Quem desafiou os interesseiros a confrotarem suas paixões?

Quem ofereceu a renúncia como um bem? Foi ele. Jesus! O Cristo!

E você? Ousaria dizer: "Para onde mais irei Senhor, se só Tu tens as Palavras de vida eterna."

Por essas e outras coisas que não entro nessas igrejas (igrejas?) onde o caminho a ser seguido é somente a recompensa.

Segue nas palavras de Frank Schaeffer, em Viciados em Mediocridade (Editora W4) o meu raciocínio diate dessas coisas:

"Nas Escrituras, Deus nos deixou a igreja como instituição para servir a um propósito digno e verdadeiro. No entanto, a ansiedade por programas e atividades da igreja de hoje mais parece uma combinação entre programação de clube de golfe, sociedade de boliche, campeonato de escola dominical, culto inspirativo, mensagem-comunhão-propaganda sobre Jesus e máquina de fazer crescer-tudo numa coisa só. Não lembra muito a instituição sobre a qual lemos no Novo Testamento. Na maioria das vezes, o nível de ensino é tão superficial, repetitivo e sem valor, que tende a ser mais destrutivo do que benéfico."

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Orientações para Odiar o Pecado (4)

Orientação IV

Considere e conheça o maravilhoso amor e a misericórdia de Deus, e pense no que ele tem feito por você e você odiará o pecado, e terá vergonha dele. É um agravamento do pecado até mesmo para a razão comum e a ingenuidade, que devemos ofender um Deus de infinita bondade que encheu nossas vidas de misericórdia. Você será afligido se você tem injustiçado um extraordinário amigo; seu amor e sua bondade virão aos seus pensamentos e você sentirá raiva de sua própria maldade. De um lado veja a grande lista das misericórdias de Deus pra você, para sua alma e seu corpo. Do outro, observe satanás, escondendo o amor de Deus de você, e tentando você debaixo de uma pretensa humildade de negar Sua grande e especial misericórdia; procurando destruir seu arrependimento e humilhação escondendo também o agravamento do seu pecado (Tg 5:20).

(continua...)

Fonte: http://www.puritansermons.com/baxter/baxter16.htm
Via:
Voltemos ao Evangelho
Orientação por Richard Baxter
Tradução da Orientação: Joelson Galvão Pinheiro

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Fé é Maior que a Vontade de Deus?


Sobre a Fé

Permita-me duvidar. Permita-me possuir incertezas. Permita-me duvidar de sua fé. Permita-me fazer autópsias sobre o campo de suas certezas intocáveis. Permita-me dissecar as suas verdades mais ortodoxas.

A fé é construída sobre a Palavra de Deus. A fé no Novo Testamento fora construída sobre as palavras de Cristo. Por isto, não acredito em fé, sem que esta não seja concebida por Deus, e por Sua palavra. Não creio que minha fé possa curar sem antes Deus ter concedido a Sua palavra de cura. Não creio que minha fé possa ressucitar, sem antes Deus outorgar a Sua vontade de trazer de volta a vida. Isto seria uma tolice, meninice. A fé é a nossa reação sobre a ação de Deus através de Sua Palavra em nossas vidas. Todas as curas no Novo Testamento foram efetuadas alicerçadas na fé no filho de Deus, Jesus Cristo. Sobre aquilo que ele mesmo mencionava a seu respeito (Filho de Deus), e sobre aquilo que era transferido oralmente aos outros sobre ele (Seus ensinamentos e obras). É por isto que determinadas certezas, tornam-se incertas. Pois, não posso ter uma confiança absoluta sobre aquilo que Deus não falou. Não posso abalizar minha fé na minha boa vontade e boa intenção. Não existe fé fora de Deus. Não existe certeza fora das palavras de Cristo. Não existem atos milagrosos segunda a minha palavra e vontade. Cristo é quem rege tudo e todos; Cristo é quem dita os milagres; Cristo é quem outorga as bênçãos. A nossa fé está estruturada na vontade soberana de Cristo. Posso desejar uma cura, ter fé suficiente, e acreditar que Cristo tem poder para efetuar um milagre, porém a minha fé esbarra e limita-se a Sua vontade soberana. Caso Jesus não queira curar, caso Jesus não deseje sanar a dor, minha fé será lançada ao vento.

Minhas palavras, vontades, boas intenções, e minha fé, não estão acima e nunca estarão à frente da vontade soberana do Senhor. Por isto duvido e possuo incertezas com respeito a minha fé e a de todos que me cercam. Não posso lançar esperança sobre aquilo que Deus não falou. Não posso crer sobre a determinação do coração humano. Deus nos presenteou com fé para crermos em Sua Palavra, nada mais. A graça da fé anda sobre os trilhos da vontade do Senhor, e não sobre os meus bons sonhos e boas paixões. Sou um incrédulo ao ponto de vista humano, pois não repouso minha esperança sobre a vontade humana, por mais bem intencionada que seja. A fé neutraliza a nossa vontade, para que possamos crer na vontade eterna de Deus. Fé só é fé, quando esta for presenteada por Deus, segundo a Sua infinita misericórdia, mediante a Sua Palavra.

Ainda Sobre a Fé

Tenho para mim que a fé nunca agirá segundo as minhas palavras, mas sim segundo a minha confiança nas palavras de Cristo. A fé nasceu e culminará sobre a vontade de Cristo. Uma fé longe da vontade soberana seria uma fé vaga, sem valor, inexistente. As palavras de Jesus revelam a Sua vontade, a nós, e a toda humanidade. Fé seria crer na vontade de Cristo para as nossas vidas, tendo sempre a certeza que todo o controle pertence a Ele. Depositar esperança nas palavras e promessas feitas pelo Senhor, trata-se de fé operante, existente. Somos constrangidos pelo seu Espírito a crermos em Suas palavras. O Espírito Santo nos revela a Sua vontade, e nos enche de esperança que tais promessas se cumprirão. Não posso enxertar em meu coração uma fé fora da revelação do Espírito. É ele que sonda as vontades de Deus e as revela a mim.

O transportar montanhas mediante a fé, é única e exclusivamente sob a vontade do Senhor. Cristo é quem demonstra o alvo de nossa confiança. Caso Ele revele a Sua vontade de transportar montanhas (que simboliza nossos problemas, doenças, etc.), então minha fé reagirá segundo esta ação de Cristo, ao qual é: “Removerei as montanhas se creres na minha Palavra!”. Nunca as montanhas serão removidas segundo a minha vontade e fé, caso Jesus não tenha ordenado. O povo de Israel por vezes foi guerrear segundo a sua própria vontade, fé, e porque não, boa intenção. Com isto foram envergonhados, pois Deus não havia lhes comunicado palavra alguma para que a fé dos israelitas fosse despertada, como no caso: “Eu irei a vossa frente”, “O Senhor pelejará por vós”, “Eis que os tenho entregado nas vossas mãos”. A fé não se trata de uma criação humana, uma invencionice terrena. Engana-se quem acredita (E existem muitos!), que é possível explicar a fé no Deus criador através da ciência. A fé é inexplicável. Mas, não porque através dela milagres ocorrem, claro segundo a vontade de Deus. Mas, sim porque a fé é acreditar (crer) que somos alvos do amor e da vontade de um único Deus, e que este mesmo Deus, se comunica conosco através do sacrifício vicário de Cristo; o Deus que se vestiu segundo a semelhante forma do homem e fez sua moradia em meio aos pecadores. Por isto a fé é inexplicável. Seria simplório demais acreditar que a fé torna-se inexplicável simplesmente pelos efeitos dos milagres surpreendentes. A medicina por si é surpreendente. A fé é inexplicável, pois faz de nós humanos, adquirir uma vida submetida a uma vontade eterna e soberana, regidos por um amor inexplicável. Isto sim faz com que alguns tornan-se céticos e desacreditados sobre a fé.

Bem disse Ricardo Gondim: “Um Deus concebível pela mente humana seria menor do que a própria mente, já que conseguiu abarcá-lo. Esse deus seria, portanto, o resultado dos raciocínios, ou seja, um ídolo”. Uma fé explicável e compreendida não trata-se de fé, mas sim de um ídolo criado. Onde dou a ela formas e características que acho conveniente, segundo as minhas paixões. A verdadeira fé não sofre quaisquer metamorfose carnal do homem, pois ela é CONCEBIDA e ALIMENTADA por Cristo. Portanto, uma fé longe da Palavra do Senhor, e modelada conforme o meu desejo, é uma fé inexistente e incapaz de cumprir os desígnios de Deus em minha vida.


by Vitor Hugo da Silva

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Orientações para Odiar o Pecado (3)

Orientação III

Pense bem o quão santo é a obra e o ofício do Espírito Santo (Jo 14:16-19, Rm 8:9), e quão grande misericórdia isto é para nós (Mt 12:18, Ef 2:4-8). Irá o próprio Deus, a luz celestial, descer a um coração pecaminoso para iluminá-lo e purificá-lo? (Sl 119:9-12) E ainda devo manter minha escuridão e corrupção, em oposição a essa maravilhosa misericórdia? (Rm 8:5) Embora nem todo pecado contra o Espírito Santo seja uma blasfêmia imperdoável, tudo é ainda mais agravado por meio disso (Mt 12:31, Mt 15:19).

(continua...)


Orientação por Richard Baxter
Tradução da Orientação: Joelson Galvão Pinheiro

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Orientações para Odiar o Pecado (2)

Segue a segunda orientação. E lembre-se, leia principalmente as referências bíblicas, se puder, leia todo o contexto dessas referências, pois a Bíblia deve ser o nosso primeiro referencial, sempre!.


Orientação II

Considere bem o ofício de Cristo (1Jo 3:8), Seu sangue derramado (1Pe 1:18-19) e Sua vida santa (Mt 3:16-17). Seu ofício é expiar o pecado e destruí-lo (Jo 1:29). Seu sangue foi derramado por ele (Ef 2, Cl 2:13). Sua vida o condenou (Hb 9:15). Ame a Cristo e você odiará o que causou Sua morte (1Ts 1:6). Ame-O e você irá amar ser feito à imagem Dele, e odiará aquilo que é tão contrário a Ele (Jo 17:14).

(continua...)


Fonte: http://www.puritansermons.com/baxter/baxter16.htm
Via:
Voltemos ao Evangelho
Orientação por Richard Baxter Tradução da Orientação: Joelson Galvão Pinheiro


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Orientações para Odiar o Pecado (1)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Orientações para Odiar o Pecado (1)

A Bíblia nos ensina que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23; Tg 1:15), que devemos renovar a nossa mente (Rm 12:2) e que devemos não amar as coisas do mundo, ou seja, o pecado (1Jo 2:15).
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O nosso amigo Richard Baxter escreveu algumas importantes orientações para nos ajudar nessa tarefa. Quem já não ouviu falar que o pecado é bom? Que o pecado é prazeroso? Pois bem, após essas orientações bíblicas, vejamos se realmente são. Você pode dizer que certos tipos de pecado são bons e prazerosos para nossa carne. Mas devemos saciá-los? Eis a grande questão!
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Nesta primeira série de posts, estão as orientação de Baxter para nos ajudar a refutar o pecado. Leia de modo que compreenda por completo à questão. Leia principalmente as referências bíblicas, se puder, leia todo o contexto dessas referências, pois a Bíblia deve ser o nosso primeiro referencial, sempre!
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Postarei uma a uma, para que seja meditada e compreendida sem pressa. Segue a primeira:


Orientação I

Se esforce tanto para conhecer a Deus quanto para ser afetado pelos Seus atributos (Jo 3:30; 1Co 2:12; Ef 3:19). Viva sempre diante Dele (Lc 2:52; 1Pe 3:4). Ninguém pode conhecer o pecado perfeitamente porque ninguém pode conhecer Deus perfeitamente (Jó 5:9; Rm 11:33). Você não pode conhecer o pecado mais do que você conhece a Deus, contra quem o seu pecado é cometido; a malignidade formal do pecado é relativa, pois é contra a vontade e os atributos de Deus (Gl 5:19; 1Jo 2:15).

O homem piedoso tem algum conhecimento da malignidade do pecado porque ele tem algum conhecimento do Deus que é ofendido pelo mesmo. O ímpio não tem um conhecimento prático e prevalente da malignidade do pecado porque eles não têm um conhecimento de Deus. Aqueles que temem a Deus temerão o pecado; aqueles que em seus corações são irreverentes e impertinentes para com Deus, serão, em seus corações e em suas vidas, a mesma coisa para com o pecado; o ateísta, que acha que não existe Deus, também acha que não há pecado contra Ele (Jó 36:13; Sl 119:155; Is 32:6).

Nada no mundo inteiro irá nos mostrar de maneira tão simples e poderosa a maldade do pecado, do que o conhecimento da grandeza, bondade, sabedoria, santidade, autoridade, justiça, verdade, e etc., de Deus. Portanto, o senso da Sua presença irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado (Rm 12:2).


(continua...)
Orientação por Richard Baxter
Tradução da Orientação: Joelson Galvão Pinheiro

domingo, 5 de abril de 2009

As migalhas de Jesus

"E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
Então respondeu Jesus, e disse-lhe: O mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã. (
Mateus 15:22-28 grifos meus).

I-n-c-r-í-v-e-l. Este texto é impressionante! Como pode um texto assim estar na Bíblia Sagrada? O que os triunfalistas, determinadores e mandantes de Deus pensariam deste texto? Será que as igrejas deles se encheriam de um povo que se contenta com migalhas? Eles sabem que não. Por isso oferecem reinos e majestades... aqui, neste mundo.

A fé daquela mulher cananeia "surpreendeu" Jesus. E quando Jesus se permite ser surpreendido, a condição para que isso aconteça vem Dele. Por isso, Ele diz: "Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos".

Diferentemente do que vimos hoje em dia, ela não determinou ou mandou Jesus atendê-la de imediato. Ela simplesmente O adorou como que dizendo: "Socorre-me, Senhor. (...) mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores ".

Jesus conhecia o coração daquela mulher, pois ela não exigia, e sim, suplicava. Ela O conhecia. Sabia que Jesus poderia curar sua filha.
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O fato é que Jesus veio não só para os israelitas. Ele veio para os cananeus, samaritanos, ateus, fariseus, amorreus e para todos nós, os gentios. Jesus primeirante a ignorou e ela não desisitiu, depois disse que não iria atendê-la e ela não desistiu. Perseverou na fé. Jesus queria que ela manifestasse a sua fé de forma verdadeira e definitiva.
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Jesus poderia tê-la atendido de primeira. Mas o propósito Dele é o nosso crescimento Nele, haja vista todos os acontecimentos.
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Encontrar uma pessoa que não seja tão egoísta ao ponto de querer mandar em Jesus com suas determinações "surpreende". Como pode uma pessoa chegar a Jesus e pedir o que os cachorrinhos comem do que cai da mesa de seus donos? É muita humilhação! Preferimos nos encher de nossa glória e determinar: JESUS, EU QUERO ISSO E AQUILO, PRONTO E ACABOU!
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Que tal cada um aceitar e obedecer o fato de ser a criação diante do criador? Essa estória de uma criação se tornar mais forte e se rebelar contra o seu criador é coisa de filme de ficção científica. A vida real é o Caminho, a Verdade e a Vida. Reino real é aquele que Jesus nos apresentou, que é o Reino dos Céus e não é neste mundo.
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Chega de propaganda de igreja prometendo (ou vendendo) uma vida melhor, sem problemas ou aflições. Com os slogans: "venha ser ricamente abençoado", "pare de sofrer", "tenha só vitórias", "seja cabeça e não cauda", etc.
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Surpreenda a Jesus e vá a igreja somente para engradecer e adorar o Seu Santo Nome!
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Surpreenda a Jesus e diga cultuando-O: "Jesus, mesmo que eu saia daqui sem nenhum milagre, que eu saia com a convicção de ter te adorado verdadeiramente".

sábado, 4 de abril de 2009

Paul Washer: "Não Conhecemos o Evangelho de Jesus Cristo!"

O evangelho que pregamos hoje é um ritual!
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Precisamos entender que o cristianismo nunca será amigo deste mundo. O cristianismo sustenta o único caminho de salvação para este mundo. Eles nunca serão amigos. O cristianismo nunca irá cumprir as exigências do mundo.
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O que eu devo fazer hoje à noite? Eu vou fazer o que geralmente faço quando tenho apenas uma chance de pregar para um grupo de pessoas. Eu vou pregar o evangelho. Vou lhes apresentar o evangelho de Jesus Cristo. E muitos de vocês provavelmente dirão: "Por quê? Nós já sabemos disso". Não, vocês não sabem.
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Vocês sabem sobre "4 leis espirituais" e "5 coisas que Deus quer que você saiba". E vocês sabem levar as pessoas tomarem decisões e confirmar a salvação delas, mesmo que Deus esteja a milhares de milhas de distância do que você está fazendo. Mas, provavelmente, você não sabe muito sobre o evangelho.
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A maior necessidade da comunidade evangélica hoje é aprender sobre o evangelho de Jesus Cristo. Porque simplesmente examinando os sermões e vendo a técnicas e metodologias de crescimento de igreja e todas as outras coisas que vejo, eu só consigo chegar a apenas uma conclusão: Nós não conhecemos o evangelho de Jesus Cristo.
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Veja o que temos feito:
Nós vamos a um homem e dizemos: “Você sabe que é um pecador?” Se ele disser "sim", nós vamos para a próxima pergunta. “Você gostaria de ir para o céu?” Se ele disser "sim", nós vamos para a próxima pergunta. “Você gostaria de pedir para Jesus Cristo entrar no seu coração?” Se ele disser "sim", e fizer aquela oração nós perguntamos a ele se ele foi sincero. E se ele disser "sim", de pronto já (na verdade a expressão usada é “papalmente” – eu tenho usado a tradução “de forma papal” o que você acha?) o declaramos nascido de novo.
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Isto não é o evangelho de Jesus Cristo. E essa metodologia no evangelismo tem causado mais estrago neste país do que qualquer heresia introduzida por todas as seitas juntas.
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Milhões de pessoas neste país cujas vidas nunca foram transformadas acreditam que elas são nascidas de novo, porque nós reduzimos tanto o evangelho de Jesus Cristo, que ele agora não significa nada mais que uma simples decisão que vai tomar apenas 5 minutos do seu tempo.Vamos analisar (acho um termo melhor para a ocasião) isso por um momento: “Você sabe que é um pecador?” Se a pessoa disser “sim”, o que isso significa? Absolutamente nada! Vá perguntar ao diabo se ele sabe que ele é um pecador. Ele vai dizer “sim eu sou e sou muito bom nisso”.
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A questão não é: “Você sabe que é um pecador?”. A questão é: “Desde que você tem ouvido a pregação do evangelho, Deus tem operado de tal forma em seu coração que o pecado que você amava você agora odeia?” Esta é a questão.
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A questão não é: “Você gostaria de ir para o céu?” Todo mundo quer ir para o céu, eles só não querem que Deus esteja lá quando eles chegarem lá. A questão não é: “Você gostaria de ir para o céu?” A questão é: “Desde que o evangelho tem sido pregado a você, o Deus Todo-Poderoso tem feito uma obra soberana e sobrenatural em seu coração que o Deus que você odiava e ignorava você agora deseja e estima como digno acima de todas outras coisas.
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E por último: “Você gostaria de fazer uma oração pedindo para Jesus entrar no seu coração?” Você será duramente pressionado a encontrar base bíblica para esta pergunta no Novo Testamento.
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Você pode dizer: “Ah não, lá diz: receba Ele”. Você honestamente acha que quando a Bíblia fala de receber Cristo, ela está falando de balbuciar algum rito evangélico? Quando ela fala de receber Cristo, é através do arrependimento e fé. Não é recebê-Lo como algum acessório em sua vida, é recebê-Lo como o próprio sustentador da sua vida. Cristo não é algo que faz sua vida melhorar, Cristo é a sua vida! Ele é sua vida!
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Jesus não veio e disse no evangelho de Marcos: “O tempo está cumprido e é chegado o reino de Deus, agora quem gostaria de orar me convidando para entrar em seu coração”. Ao invés disso Ele disse: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:15).
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E não se esqueça que através de todo o ensino do Novo e do Velho Testamento, o arrependimento é evidenciado por frutos, pela maneira como alguém vive. A maioria das pessoas hoje acredita que são salvas porque elas estão confiando na sinceridade de suas decisões e não na obra de Cristo, nem no poder de Deus na salvação.
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“Você é salvo?” “Sim”. “Como você sabe?” “Bem, três anos atrás eu orei pedindo para Jesus entrar no meu coração.” Sério? E quantos outros têm feito isso. A evidência da salvação, a evidência do arrependimento, a evidência da fé é uma vida transformada em contínua transformação.
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Como você sabe que você se arrependeu para salvação anos atrás? É porque você continua a se arrepender hoje. Como você sabe que creu para a salvação anos atrás? É porque você continua crendo hoje. Como você sabe que Deus teve um encontro com você anos atrás? É porque Ele continua tendo um encontro com você. Através da obra da santificação, ele não apenas transformou sua vida, Ele ainda continua transformando sua vida.
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O evangelho que pregamos hoje é um ritual. Sim, algumas pessoas foram salvas, mas não por causa de nossa pregação, na verdade a despeito dela. Deus ainda opera, embora não conheçamos o evangelho.
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Não é uma mensagem entre muitas. É a mensagem das Escrituras e é a mensagem do Cristianismo. O mais triste é que não está sendo mais a mensagem da igreja na América. E eu posso te provar isso. Vá até as suas livrarias. Se pensarmos em 200 ou 300 anos atrás, nós veríamos que quando eles falavam do Cristianismo era sobre o evangelho. Os livros que foram escritos pelos “Spurgeons” (ele não se refere a Spurgeon, mas a pessoas como Spurgeon), pelos Puritanos, e pelos “Edwards” eram sobre o que é o evangelho, como podemos compreender o evangelho, como devemos pregar o evangelho, o que é verdadeira conversão, como realmente podemos saber quando as pessoas realmente nasceram de novo. Vá a algumas de suas livrarias evangélicas e tente achar algum livro que fale dessas coisas. Você não vai achar nada. Só há coisas como: “como fazer isso” e “dez passos para aquilo”.
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Por que há tão pouco poder hoje? Porque não conhecemos o evangelho, porque não nos preocupamos com verdadeira conversão, porque não fazemos das coisas importantes algo realmente importante, mas nós as substituímos com o uso cômodo da mídia no culto, com certo tipo de música para deixar todo mundo no clima, com pregadores relâmpagos que nos falam tudo o que queremos ouvir para que tenhamos a nossa melhor vida agora, porque na verdade é isso o que queremos, mais do que Deus. Não há poder porque o evangelho está esquecido. Traga o evangelho de volta e você verá o poder de Deus se movendo sobre a vida de homens, mulheres e crianças. O evangelho simples.
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Autor: Paul Washer
Para ver a palestra, clique aqui.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Espiritualidade pelos motivos errados

A simplicidade do evangelho de Cristo é uma constante na entrevista abaixo. Se você, de alguma forma se sente constrangido (ou até mesmo, envergonhado) com as novas metas estabelecidas pela "igreja contemporânea", lembre-se de que a simplicidade de como Jesus nos ensinou a viver o evangelho, ainda pode nos atingir de uma maneira certeira. E com isso, acertaremos outras vidas... com a simplicidade do evangelho de Cristo Jesus!
Eduardo
Espiritualidade pelos motivos errados

Eugene Peterson fala sobre mentiras e ilusões que destroem a Igreja.

Eugene Peterson: "Pensar que a espiritualidade é uma forma especializada de cristianismo, alguma coisa da qual se deve possuir um pouco, é um pensamento elitista. Motivações erradas levam a pensar assim".

Eugene Peterson tem uma vida inteira de livros publicada antes de A mensagem. E poderia-se argumentar que foram suas obras que levaram, pelo menos em parte, à renovação espiritual de pastores e leigos que ocorre hoje. Em livros como Um pastor segundo o coração de Deus, Corra com os cavalos, O pastor contemplativo e O pastor desnecessário, ele expôs a superficialidade do cristianismo e apresentou alternativas que estimulam e revigoram. Significativo notar, então, que Peterson voltou a escrever sobre a vida cristã em A maldição do Cristo genérico, publicado no Brasil pela Mundo Cristão. Esse livro é o primeiro de uma série planejada para cinco volumes, onde ele reunirá, de forma sistemática, temas que vêm abordando há cerca de 30 anos – formação espiritual, a Bíblia, liderança, a Igreja, pastorado e orientação espiritual.

O primeiro volume é uma obra-prima sobre teologia espiritual que combina análise cultural e exposição bíblica incisivas com uma visão abrangente e atrativa da vida cristã. Toda a obra de Peterson resultou de seu pastorado, especialmente na Igreja Presbiteriana Christ Our King, que fica em Bel Air, subúrbio de Baltimore, no estado de Maryland, Estados Unidos. Ele fundou a igreja, que tinha cerca de 500 membros 29 anos depois, quando deixou o pastorado. De lá, ele foi para o Seminário Teológico Pittsburgh e depois para a Regent College, em Vancouver, no Canadá. Hoje está “aposentado” e vive em seu estado natal, Montana, porém continua pastor de coração, e se preocupa profundamente com a vida cristã nas igrejas locais.

Quando Peterson estava concluindo A maldição do Cristo genérico, Mark Galli, editor-chefe da Christianity Today, conversou com ele sobre temas que surgiram por causa do livro e também por causa da vida de Peterson.

CHRISTIANITY TODAY: Que aspecto da espiritualidade causa mais interpretações erradas?

Eugene Peterson: Pensar que a espiritualidade é uma forma especializada de cristianismo, alguma coisa da qual se deve possuir um pouco, é um pensamento elitista. Motivações erradas levam a pensar assim. Outras pessoas ficam desanimadas com a idéia: "Não sou espiritual. Prefiro futebol, festas ou meu trabalho". Na verdade, eu tento evitar a palavra.

CT: Muitos pensam que espiritualidade envolve intimidade emocional com Deus.

EP: Trata-se de uma visão ingênua. Espiritualidade é a vida cristã. Seguir Jesus. Não é nada mais do que fazemos há dois mil anos – ir à igreja, receber os Sacramentos, ser batizados, aprender a orar e ler a Bíblia da maneira correta. Nada além dos atos comuns.

A promessa de intimidade é certa e errada. Existe intimidade com Deus, que é igual a qualquer outra. Faz parte da essência da vida. No casamento, não se sente a intimidade na maior parte do tempo, nem com amigos. Ela não é fundamentalmente uma emoção mística. É uma forma de vida, aberta, sincera e com certa transparência.

CT: A tradição mística não aponta em outro sentido?

EP: Uma de minhas histórias prediletas é sobre Teresa de ávila. Ela estava na cozinha, comendo um frango assado. Pegou-o com as duas mãos e começou a morder, devorando-o. Uma das freiras entrou e ficou chocada ao ver a cena. Teresa então falou: “Quando como frango, eu como frango; quando oro, eu oro.”

Se você ler a vida dos santos, verá que foram pessoas bem comuns. Há momentos de enlevo e êxtase, um a cada dez anos. E eram inesperados. Eles não faziam nada. Precisamos acabar com a ilusão das pessoas quanto à vida cristã. Ela é maravilhosa, mas não no sentido que muitas pessoas gostariam que fosse.

CT: Os evangélicos, porém, dizem que podem ter um “relacionamento pessoal com Deus”. Isso sugere um determinado tipo de intimidade espiritual?

EP: Essas palavras perderam o sentido correto em nossa sociedade. Se intimidade significar ser aberto, sincero, autêntico, sem véus, sem atitude de defesa, sem negação de quem eu sou, então tudo bem. Mas, em nossa cultura a intimidade costuma ter conotação sexual, com algum tipo de conclusão. As pessoas buscam intimidade porque desejam mais da vida. Raramente vemos a noção de sacrifício, doação e vulnerabilidade. São essas as duas formas diferentes de intimidade. E a palavra em geral tem a ver com receber alguma coisa da outra pessoa. Isso, de fato, estraga tudo.

Usar a linguagem da cultura para interpretar o evangelho é muito perigoso. Nosso vocabulário precisa ser apurado e testado pela revelação, pela Bíblia. Nosso vocabulário e sintaxe são excelentes, e devemos começar a dar atenção a eles, porque a forma como pegamos as palavras sem atenção, para cativar os incrédulos, não é muito boa.

CT: A palavra espiritualidade foi deturpada, mesmo nos meios cristãos – isso tem alguma relação com o movimento da Nova Era?

EP: A Nova Era é antiga. Está por aí há muito tempo. é um desvio pobre – acho que temos de usar a palavra – para chegar à espiritualidade. O movimento foge do que é comum, cotidiano, físico, material. é uma forma de gnosticismo com um apelo imenso, porque se trata de espiritualidade que não tem nada a ver com lavar pratos, trocar fraldas ou ir trabalhar. Não há muita integração com profissão, gente, pecado, problemas, inconvenientes.

Fui pastor a maior parte de minha vida, durante uns 45 anos. Amo ser pastor. Mas, para falar a verdade, as pessoas que mais me incomodam são as que chegam e perguntam: “Pastor, o que tenho que fazer para ser espiritual?” Esqueça esse negócio de ser espiritual. Que tal amar seu marido? Isso é um bom começo. Mas ninguém quer ouvir isso. Ninguém quer pensar em aprender a amar os filhos e aceitá-los do jeito que são.

Meu nome não deveria, nunca, estar ligado à espiritualidade.

CT: Mas, em geral, está.

EP: Sei disso. E há alguns anos assumi essa posição embaraçosa de professor de “teologia espiritual” na Regent College. Agora, o que fazer?

CT: Você faz a espiritualidade parecer muito mundana.

EP: Não quero sugerir que quem segue Jesus não se diverte, não tem alegria, nem exuberância, nem êxtase. Acontece que não somos o que os consumidores pensam que somos. Quando anunciamos o evangelho nos termos dos valores do mundo, mentimos, porque se trata de uma nova vida. Envolve seguir Jesus, envolve a cruz. Inclui morte, um sacrifício aceito. Abrimos mão de nossa vida.

O Evangelho de Marcos é bem claro quanto a isso. Na primeira metade do livro, Jesus mostra como as pessoas devem viver. Cura todos. Então, bem no meio, ele muda. Começa a mostrar como morrer: “Agora que vocês têm vida, vou mostrar como abrir mão dela.” Essa é toda a vida espiritual. Aprender a morrer. E, enquanto aprendemos a morrer, começamos a perder todas as ilusões, começamos a ser capazes de desfrutar de intimidade e amor verdadeiros.

Isso envolve um tipo de passividade aprendida, já que nossa forma básica de relacionamento é receber e submeter em vez de dar, ganhar e fazer. Não somos muito bons nisso. Somos treinados para ser positivos, pegar, aplicar, consumir, desempenhar.

CT: Arrependimento, morrer para si mesmo, submissão – nada disso é muito atraente para levar as pessoas à fé.

EP: Penso que no minuto em que você coloca a questão dessa forma você arruma um problema, porque vemos o mundo consumista, onde tudo se torna um produto que dá alguma coisa. Não precisamos de nada mais. Nada melhor. Buscamos a vida. Estamos aprendendo a viver.

Creio que as pessoas estão cansadas da postura consumista, embora estejam viciadas nela. Todavia, se apresentarmos o evangelho em termos de benefícios, colocaremos as pessoas no caminho da decepção. Estaremos mentindo.

A Bíblia não foi escrita assim. Nem foi dessa maneira que Jesus andou entre nós. Paulo não pregou nada disso. Onde arrumamos essas idéias? Temos um manual. Temos as Escrituras que, na maior parte do tempo, dizem: “Vocês estão no caminho errado. Voltem. A cultura está envenenando vocês”.

Você já percebeu que praticamente toda a cultura de Baal, em Canaã, se reproduz na cultura das igrejas? A religião de Baal busca fazer a pessoa se sentir bem. O culto a ele é uma imersão total no que você vai conseguir receber. E, claro, é um sucesso incrível. Os sacerdotes de Baal reuniam multidões vinte vezes maiores do que o número dos seguidores de Yahweh. Havia sexo, excitação, música, êxtase, dança. “Pessoal, aqui tem garotas! Estátuas, garotas e festas.” Era tudo maravilhoso. E o que os hebreus tinham a oferecer? A Palavra. O que é a Palavra? Bem, os hebreus pelo menos também tinham festas!

CT: Ainda assim, o maior atrativo, ou benefício, da fé cristã é a salvação, certo? “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Não podemos usar isso legitimamente para atrair ouvintes?

EP: É a palavra mais sublime que temos – salvação, ser salvo. Somos resgatados de um estilo de vida em que não existe ressurreição. Somos salvos de nós mesmos. Uma definição de vida espiritual é que a pessoa fica tão cansada e saturada de si mesma que procura alguma coisa melhor, ou seja, seguir Jesus.

Mas, no momento em que começamos a proclamar a fé em termos de seus benefícios, não fazemos nada além de intensificar o problema do ego. “Com Cristo, você vai ficar melhor, mais forte, mais atraente, vai até ter alguma satisfação.” Isso não passa de mais egoísmo. O que queremos é que as pessoas fiquem entediadas com elas mesmas e passem a olhar para Jesus.

Todos conhecemos certo tipo de pessoa espiritual: maravilhosa, ama o Senhor, ora e lê a Bíblia o tempo todo. No entanto, só pensa nela mesma. Não é altruísta. Está sempre no centro de tudo que faz. “Como posso melhorar meu testemunho? Como posso aperfeiçoar o que estou fazendo? Que solução melhor posso encontrar para o problema dessa pessoa?” Tudo eu, eu, eu, sob um disfarce espiritual que não deixa perceber o egoísmo, porque as palavras espirituais nos desarmam.

CT: Então, como devemos visualizar a vida cristã?

EP: No domingo passado, na igreja, o casal que estava na nossa frente tinha duas crianças bagunceiras. Dois bancos mais trás havia outro casal, com duas crianças também bagunceiras, fazendo bastante barulho. A maioria da congregação é formada por pessoas mais velhas. é gente estabelecida, que já criou os filhos há muito tempo. Então, o culto não foi muito agradável; não foi um momento de adoração muito gostoso. Depois, porém, vi alguns dos idosos abraçando a mãe, tocando nas crianças, sendo simpáticos. Eles poderiam ter ficado irritados.

Agora, por que as famílias vão a uma igreja como aquela, já que podem ir a outras que têm atividades especiais para as crianças, ar condicionado e tudo mais? Bem, elas vão ali porque são luteranas. Não se importam de ter momentos desagradáveis! São luteranas norueguesas!

E essa mesma igreja recebeu, há pouco tempo, uma jovem com um bebê e um filho de três anos. As crianças foram batizadas há algumas semanas. Mas não tinha nenhum homem com a jovem. Ela nunca foi casada, as crianças têm pais diferentes. Ela apareceu na igreja e pediu para batizar os filhos. Ela é cristã e quer seguir a vida cristã. Um casal da igreja apadrinhou as crianças. Três ou quatro casais da igreja tentam se aproximar da jovem todos os domingos.

Agora, onde está a “alegria” nessa igreja? São noruegueses sérios! Mas há muita alegria. Há vida abundante, mas não da forma que a pessoa que não é cristã entende vida abundante. Acredito que há muito mais coisas acontecendo em igrejas como essa; elas são totalmente contraculturais. Estão repletas de alegria, fidelidade, obediência e cuidado. Mas, com toda certeza, não se percebe isso lendo sobre o crescimento da igreja.

E muitos cristãos olhariam para essa igreja e diriam que está morta, que não passa de uma expressão de fé institucionalizada.

Existe outra igreja além da institucional? Não existe igreja sem problemas, porque há pecado nela. Mas não existe outro lugar para ser cristão além da Igreja. Há pecado no banco e no mercado. Não consigo entender essa crítica ingênua à instituição. Não entendo mesmo.

Frederik von Hugel disse que a instituição da Igreja é como a casca das árvores. Não há vida nela. é madeira morta. Porém, protege a vida que está dentro da árvore. Com isso, a árvore cresce cada vez mais. Se removermos a casca, poderá adoecer, desidratar-se e morrer.

Então, sim, a igreja está morta, mas protege alguma coisa viva. E quando se tenta ter uma igreja sem casca, ela não dura muito. Desaparece, fica doente, tende a contrair todo tipo de enfermidade, heresia e narcisismo.

Quando escrevo, tenho a esperança de recuperar o senso de realidade da congregação – o que ela é. é um dom do Espírito Santo. Por que teimamos em idealizar aquilo que o Espírito Santo não idealiza? Não há, na Bíblia, nenhuma idealização da Igreja. De lá para cá temos dois mil anos de história. Por que demoramos tanto para entender?

CT: Depois da Reforma, entretanto, defendemos a idéia de que a Igreja pode ser reformada.

EP: Isso ainda não aconteceu. Sempre defendo reformas, mas pensar que podemos ter uma igreja totalmente reformada não passa de tolice.

Acredito que o pecado mais comum entre os pastores, talvez especialmente os pastores evangélicos, é a impaciência. Temos um alvo, uma missão. Vamos salvar o mundo. Vamos evangelizar todo mundo, fazer tudo que é bom e encher as igrejas. Isso é maravilhoso. Todos os alvos são corretos. Mas é um trabalho lento, muito lento, esse de lidar com almas, trazer as pessoas a uma vida de amor e alegria diante de Deus.

Então ficamos impacientes, começamos a tomar atalhos e usar todo tipo de meios. Falamos sobre os benefícios. Manipulamos as pessoas, ameaçando-as. Usando uma linguagem que é incrivelmente impessoal – que ameaça e manipula.

CT: Não é comum pensar na igreja como ameaçadora.

EP: Sempre que se usa culpa como instrumento para conseguir que as pessoas façam alguma coisa – seja ela boa, má ou neutra – acontece uma ameaça. E há também a linguagem de manipulação – convencer as pessoas a participarem de um programa, a se envolverem – em geral com alguma promessa.

Tenho um amigo que faz isso como ninguém. Diz sempre: “é preciso identificar as necessidades das pessoas. A partir daí, construímos um programa que atenda essas necessidades.” é muito fácil manipular as pessoas. Estamos tão acostumados a ser manipulados pelas indústrias da imagem e da publicidade e pelos políticos que praticamente não percebemos que estamos sendo manipulados.

Essa impaciência que leva a abandonar os métodos de Jesus para realizar a obra de Jesus é o que destrói a espiritualidade, porque usa meios não-bíblicos, contrários a Jesus, para fazer o que ele fez. Por esse motivo a espiritualidade, hoje, está tão desvirtuada.

CT: Mas muitos pastores vêem gente sofrendo em casamentos problemáticos, viciada em drogas, presa na cobiça. Com toda razão, desejam ajudar agora, e usam qualquer método que funcione.

EP: Tudo bem, mas alguma coisa sempre dá errado quando há impaciência. Como atender essa necessidade? Seguimos o exemplo de Jesus ou da cultura?

Espiritualidade não se relaciona a fins, benefícios, coisas; ela tem a ver com meios. é como agimos. Como vivemos na realidade?

Então, como podemos ajudar essa gente? As necessidades são imensas. Bem, fazemos como Jesus fez. Uma coisa de cada vez. Não podemos fazer a obra, o evangelho do reino, de forma impessoal.

Vivemos na Trindade. Tudo que fazemos precisa estar no contexto da Trindade, ou seja, é pessoal, relacional. No instante em que começamos a agir impessoalmente, funcionalmente, voltados para as massas, negamos o evangelho. E, mesmo assim, isso é o que mais fazemos.

Jesus é a Verdade e a Vida, mas, primeiro, é o Caminho. Não é possível fazermos a obra de Jesus com os métodos do diabo.

Isso me preocupa, porque muitos pastores ficam limitados com essas metodologias impessoais. Não há relacionamento nelas. Assim, voltam-se para o desempenho e o sucesso. Tudo é muito fácil em nossa cultura, pelo menos se você for alto e tiver um belo sorriso. E eles acabam perdendo a alma. Depois de 20 anos, não há mais nada neles. Alguns se deterioram. Tentam fazer tudo e não funciona, de modo que desistem, ou passam a fazer outra coisa. Provavelmente, 90% dos casos de adultério entre os pastores não se relaciona com a lascívia, mas sim com o tédio de não ter a vida romântica que achavam que iam ter.

CT: O que aconteceria se pensássemos em termos de relevância e não de necessidades? Muitos cristãos tentam pregar para a geração X ou Y, ou para os pós-modernos, ou para algum subgrupo, como músicos ou ciclistas – gente que considera a igreja típica irrelevante.

EP: Quando começamos a adequar o evangelho à cultura, seja ela dos jovens ou desta geração ou de qualquer outro tipo, extipamos a essência do próprio evangelho. A mensagem de Jesus Cristo não trata do reino deste mundo. Fala de outro reino.

Meu filho Eric organizou uma igreja nova há seis anos. Os presbiterianos têm um treinamento para novos pastores, onde eles aprendem o que devem fazer. Eric foi participar. Um dos professores disse que ele não deveria usar toga nem estola: “Você precisa se colocar no mesmo nível desta geração.”

Eric, sendo bom aluno e desejoso de agradar os colegas, não usava a toga. A igreja, no início, se reunia no auditório de um colégio. Ele começou a usar terno todos os domingos. Porém, quando chegou o primeiro domingo do Advento e ele ia servir a Santa Ceia, ele me disse: “Pai, eu não consegui fazer como o professor disse. Acabei vestindo minha toga.”

Os vizinhos dele, Joel e a esposa, frequentavam a igreja. Joel era o estereótipo perfeito do tipo de pessoa para quem se destinava o desenvolvimento das novas igrejas – classe média alta, gerente em alguma empresa, nunca havia sido membro de igrejas, totalmente secular. Eric pensava que ele ia à igreja porque eram vizinhos, ou porque havia amizade entre eles. Depois do culto do Advento, perguntou a Joel o que ele tinha achado da toga.

Ele respondeu: “Chamou nossa atenção. Conversamos sobre isso. Acho que estamos procurando, na verdade, um espaço sagrado. E nós dois concordamos: achamos que encontramos.

”Creio que precisamos ver o que é importante. Não vejo as pessoas se importando muito com o tipo de música ou com o formato do culto. Elas buscam um lugar onde Deus é levado a sério, elas também são, onde ninguém manipula as emoções delas nem suas necessidades de consumo.

Por que estamos presos nesse pensamento de publicidade e propaganda? Acho que isso está destruindo a Igreja.

Uma outra pessoa poderia entrar na igreja de Eric, ver a toga que ele está usando e ir embora, achando que é uma congregação religiosa e eclesiástica demais.

CT: Mas por que alguém vai à igreja, se não quer ser religioso? Para que essa gente vai à igreja?

EP: Claro que a situação tem outro aspecto. Se você freqüenta uma igreja onde todos desempenham o papel de religiosos, acabará fazendo o mesmo. Essa mentalidade de representação e desempenho existe na igreja dos surfistas como em qualquer outro lugar – estão todos representando um papel lá, também.

Mas aquilo em que estamos envolvidos inclui um mistério imenso. Será que teremos que acabar com o mistério para assumir o controle? A reverência não faz parte do centro da adoração a Deus?

E, se apresentamos uma entrega a uma fé despida de todo mistério, onde não há reverência, como as pessoas irão saber que existe algo mais além das emoções e necessidades delas? Está em curso alguma coisa muito maior do que minhas necessidades. Como poderei entender isso se o culto e a adoração na igreja estão centralizados em minhas necessidades?

CT: Algumas pessoas diriam que é importante ter um culto de adoração em que todos se sentem à vontade, para, assim, ouvirem o evangelho.

EP: Não concordo com isso. Tome o fato que contei, da família sentada à nossa frente no domingo. Ninguém estava à vontade. A igreja inteira foi incomodada.

CT: Mas, talvez, a congregação tenha vivido mais o evangelho, ao abraçar aquela pobre mulher, que estava profundamente envergonhada.

EP: Nunca saberemos, porque as pessoas não se limitam mais a apenas adaptar o ministério à cultura. Passaram a sacrificar o evangelho.

Penso no seguinte teste: Estou agindo como a história, os métodos e as maneiras de Jesus? Estou sacrificando relacionamentos, atenção pessoal, relação pessoal, em prol de um atalho, um programa para conseguir que as coisas aconteçam? Não é possível fazer a obra de Jesus de forma que ele não aprova – mesmo que pareça muito “bem-sucedida”.

Uma atitude que creio ser característica minha é permanecer na igreja local. Sou arraigado na vida pastoral, uma vida comum. Então, enquanto todo o glamour e imagem de espiritualidade acontecem em outros lugares, eu, para dizer a verdade, permaneço bem alheio. E olho tudo isso com desconfiança, de certa forma, porque me parece uma situação sem raízes, sem fundamento em condições locais, que são as únicas em que se pode viver a vida cristã.

Fonte: Cristianismo Hoje Via: Bereianos

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

A mesma ladainha triunfalista de sempre (até quando?)

Iniciou o ano, e já não suporto mais ouvir determinadas frases proferidas por “profetas” entusiasmados com o novo ano. Frases como: “2009 será o ano da colheita!”, “Este é o ano da restituição!”, “Deus irá estremecer esta nação em 2009!”, “Será um ano com bênçãos especiais!”, “Será um ano de vitórias!”, “Este é o ano do avivamento!”.
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A cada ano esta preleção esdrúxula não muda, e pelo andar da carruagem nunca mudará. Somos cristãos e agradecemos a Deus por mais este ano, e somos eternamente gratos pela Sua infinita misericórdia. Alías, por falar em misericórdia: Alguém já ouviu uma frase para o ano novo como: “Em 2009, a graça e a misericórdia do Senhor continuará ao nosso lado em todos os momentos de dificuldades!”. Dificuldades? Anátema seja eu! Como iniciar um ano pensando que dificuldades me sobrevirão. Como posso profetizar de antemão o auxílio do Senhor, antes mesmo dos problemas me assolarem. Simples! 2009 será um ano como qualquer outro (a não ser que Cristo retorne!). Com dificuldades, alegrias, choros, angústias, sorrisos, etc. Não sou néscio o suficiente para bradar com minha boca palavras que emergem de um coração cheio de vanglória, e egocentrismo. Prefiro me afastar de profecias, e revelações que desmascaram os desejos do meu enganoso coração. Prefiro calar-me e repousar, como em 2008, sobre a sombra da graça divina, esperando que Cristo mediante o seu Espírito, opere em mim tanto o querer como o efetuar. Em 2009, prefiro continuar vivendo junto de um Cristo que sofre junto comigo, e que dirige a minha vida, mesmo em meio a caminhos difíceis. Recuso-me estar ao lado de um cristo triunfalista, que conspira a todo custo para que eu seja feliz em meio à alegria materialista, consumista, e capitalista. Não! Este cristo eu não desejo! Que Cristo seja glorificado em minha vida pela minha renuncia existencial. E caso Ele decida me abençoar, seja Ele glorificado por Sua misericórdia, e não meu esforço próprio.
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Perdoem-me, mas não vendo a minha alma a um cristo que cumpra todos os meus desejos. Seria um cristo pequeno demais, manipulável, e fraco. Mesmo não havendo milagres, mesmo não havendo prosperidade, mesmo não havendo saúde. Desejo que a Verdadeira Videira continue a me alimentar. E se necessário for podar-me para que eu venha crescer ainda mais ao seu lado, brado como bem escreveu Stott: “A dolorosa tesoura de podar está em mãos seguras”. Engana-se quem acha que esta tesoura foi aposentada em 2009.
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by Vitor Hugo da Silva

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Atentai para os falsos profetas

11.4 Qualquer apóstolo que vier até vocês não deve permanecer mais do que um dia, até dois se for necessário; se permanecer três dias, é falso profeta.
11.5 Ao partir, não leve o apóstolo mais do que comida, até encontrar abrigo novamente. Se pedir dinheiro, é falso profeta.
11.7 Nem todo aquele que fala no Espírito é profeta, mas apenas aquele que tem a conduta do Senhor.
11.10 Se o profeta que ensina a verdade não age de acordo com o seu ensino, é falso profeta.
11.12 E qualquer um que afirmar no Espírito “dê-me dinheiro”, ou qualquer outra coisa, não lhe deem ouvidos.
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(versos avulsos do Didaquê, um dos documentos mais antigos do movimento cristão. Estima-se que o Didaquê tenha sido escrito antes das cartas de João e do livro de Apocalipse, e talvez ainda antes de outros livros do Novo Testamento). via pavablog
Eu, - sinceramente, para não escandalizar os "crentes" - não tenho tenho muito o que falar acerca dos falsos profetas espalhados por aí... mas conheço quem tem muito o que dizer... Aí vai!
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Boa leitura!
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"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas." (Mateus 7:12-29).
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"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." (Mateus 24:11).
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"Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito.
Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:24-27).
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"E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis.
Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos." (Marcos 13:21:22).
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"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;" (1 Timóteo 4:1-2).
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"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente." (Efésios 4:14:17).
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"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve.
Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro." (1 João 4:1-6).
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"Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo." (2 João 1:7).
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"E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre." (Apocalipse 19:20).
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"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." (Apocalipse 20:10).
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Um conteúdo com essa magnitude era para estar encondido à sete chaves, mas graças ao nosso Senhor Jesus Cristo que temos a Palavra de Deus ao nosso alcance nos dias de hoje.
Toda a honra seja dada a Ele, Jesus!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Importa que Ele cresça e que eu diminua

É incrível como alguns versículos bíblicos preenchem suficientemente às nossas questões! Isso acontece com João 3:30 que diz "É necessário que ele cresça e que eu diminua."

Começo diretamente, pois algo só pode crescer, se ele já existe. Então essa palavra é para você meu irmão em Cristo Jesus.
Para quem sabe o que Jesus Cristo significa, esse versículo é suficiente para a vida toda, pois assim confirmamos que Ele é o único caminho, a única verdade, a única vida e que somente através Dele poderemos chegar a Deus. (João 14:6)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Há 30 anos espero a volta de Jesus Cristo

Qual cristão nunca ouviu um "fariseu" dizer: "Escuto essa estória da volta de Jesus desde criancinha".

Exatamente na hora em que este texto foi postado, completei 30 anos de idade e resolvi dedicá-lo à uma reflexão sobre a espera. Quem gosta de esperar? Você gosta? Eu não! Mas preciso aprender...

Por que?

Não irei responder, só refletir...

Quando a seleção brasileira de futebol conquistou o tetra-campeonato na copa do mundo, havia um espera de 24 anos. Caramba! Esperamos 24 anos para uma nova estrela na camisa! E valeu à pena! Copa como aquela, nunca mais vi! Nem a de 2002 do penta. Será que foi por causa da espera?

Esperei 25 anos para conhecer minha esposa. Foram anos de muita expectativa, pois toda namoradinha que eu descolava, pensava verdadeiramente em me casar com ela. Mas a verdadeira esposa só veio depois desse tempo todo! Valeu à pena esperar!

Esperar só vale à pena quando o esperado, enfim, chega. E é quando chega, que olhamos para trás e vimos o quanto que foi árduo. E é exatamente por ser árduo que vale à pena, oras!

Isso se equipara com às aflições que temos no mundo, aflições essas, prometidas por Jesus. Você pode esbravejar e dizer: "Jesus não prometeu aflição nenhuma". Prometeu, sim! E prometeu para que a volta Dele valha à pena. E é por saber que valerá à pena que espero exatamente 30 anos por esse momento: "Rasgue os céus e desça, Senhor Jesus".

E quer saber? O que são 30, 42, 87, 127 anos para quem vislumbra a eternidade?


domingo, 28 de setembro de 2008

Não temas!

Só quem tem poder, pode dizer: "Não Temas"!

Quando amamos alguém, dói no peito o fato de vê-la atemorizada. A dor se potencializa quando somos incapazes de fazer algo para ao menos, amenizar o tal medo. E medo de quê? Essa pergunta tem várias respostas: medo do fracasso (em muitas áreas!), medo da solidão, medo da violência (em muitos lugares), medo da pobreza, medo da doença (em muitas áreas!), medo da cegueira, medo de achar que Jesus Cristo é uma simples religião... e para não ficar muito melancólico, chega de exemplos!

"Não temas". Essa afirmação, eu só vislumbro saindo da boca de Jesus! Ninguém mais pode me dizer isso!

Existe um salmo que diz: "O SENHOR está no seu santo templo, o trono do SENHOR está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens". (Salmo 11:4). Você já pensou - por um mínimo momento que seja -, que Deus não existe? Já indagou: Deus não pode existir diante de todas essas coisas ruins que acontencem... Heresias? Não! Sinceridade. Creio que Deus ama a sinceridade! Por isso, existem os versos bíblicos:

"Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;" (Colossenses 1:27);

"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;" (Tito 2:13);

"Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim." (Hebreus 3:6);

"E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus;" (1 Pedro 1:21).

Como diz o Salmo 11, Deus está atento à tudo isso, regendo o Universo. Nada passa aos Teus olhos. Por isso, a esperança! É diante dessa Presença Grandiosa que seguimos com fé, não importa a provação.

Nas provações que nos sentimos fracos, desesperançosos, com a fé diminuindo, com medo, e às vezes, querendo morrer ou ao menos desaparecer por uns tempos. Mas são nesses momentos que tudo pode se converter em força, esperança, com a fé aumentando, com coragem, e querendo viver mais, e com abundância!

Basta ouvir da boca de Deus: NÃO TEMAS!

Mas como ouvir da boca de Jesus, o Cristo, essa afirmação? Aleluia! Como Ele é simples e manso de coração!

"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." (Isaías 41:10);

"E disse Davi a Salomão seu filho: Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te apavores; porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes toda a obra do serviço da casa do SENHOR." (1 Crônicas 28:20);

"Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo; não temas; não morrerás." (Juízes 6:23);

"E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;" (Apocalipse 1:17).

E para fechar, quem tem o poder de refrigerar a tua alma? Leia o Salmo 23!

domingo, 24 de agosto de 2008

Livre-arbítrio ou medo do inferno?

A reflexão sobre adorar e seguir a Jesus Cristo pelo o que Ele É, é latente em meus pensamentos...

O texto de Lucas 16:19-31 é muito assustador, e ao mesmo tempo muito atenuante, visto merecermos demais o inferno!

Como Jesus é bom! Nos tirou da condenação inevitável. E com isso volta a reflexão: "Sigo a Jesus porquê Ele atenuou-me dos meus delitos ou porquê Ele É?". Mas Ele é o quê? Respondo assim: ELE É O MEU SALVADOR!

Quão inescrutáveis são os Seus caminhos!


Seguem dois textos para a sua melhor reflexão:

Texto 1:
Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.
Lucas 16:19-31

Texto 2:
"Imaginemos uma criança e um adulto no céu. Ambos morreram crendo na fé verdadeira, mas o adulto ocupa um lugar mais elevado que a criança. E a criança pergunta a Deus: 'Por que deste ao homem um lugar mais elevado?' E Deus responde: 'Ele realizou muitas boas obras'. Então a criança retruca: 'Por que me permitiste morrer tão jovem? Isso me impediu de fazer o bem'. E Deus diz: 'Eu sabia que você cresceria como um pecador; por essa razão, foi melhor que morresse como uma criança'.
Em seguida, ouve-se o lamento das almas danadas, nas profundezas do inferno: 'Por que, ó Senhor, não nos permitiste morrer antes de nos tornarmos pecadores?'"
Abu Hamid al-Ghazali, teólogo muçulmano, no livro Golden Means of Dogmatics

Reflita nisso: Sigo a Jesus Cristo pelo o que Ele pode me dar ou pelo o que Ele É?
Sigo-O pelo o medo que tenho do inferno ou pela escolha do meu livre-arbítrio?